A evolução de Pep Guardiola como treinador pode ser observada em sua transição do uso do falso No 9 para a revalorização do verdadeiro No 9. No Barcelona, Guardiola utilizou Lionel Messi de forma inovadora, mas muitos imitadores não conseguiram replicar esse sucesso devido à falta de jogadores do mesmo calibre. Embora o Barcelona jogasse […]
A evolução de Pep Guardiola como treinador pode ser observada em sua transição do uso do falso No 9 para a revalorização do verdadeiro No 9. No Barcelona, Guardiola utilizou Lionel Messi de forma inovadora, mas muitos imitadores não conseguiram replicar esse sucesso devido à falta de jogadores do mesmo calibre. Embora o Barcelona jogasse sem um centroavante fixo, Messi continuava a quebrar recordes de gols, enquanto outras equipes adotavam uma abordagem mais cautelosa, focando em meio-campistas.
Erling Haaland, que teve uma temporada de estreia impressionante no Manchester City em 2022-23 com 36 gols na Premier League, é considerado um novo fenômeno. Ele possui uma média de 0,91 gols por jogo, a melhor da liga. No entanto, a presença de Haaland não necessariamente melhorou o desempenho coletivo do City, que viu uma queda no número de gols marcados e um aumento nos gols sofridos desde sua chegada. A equipe conquistou a Champions League, mas a contribuição de Haaland nessa campanha foi questionada, já que ele não marcou após as quartas de final.
Outros clubes, como Manchester United e Chelsea, mostraram que a dependência de um No 9 puro pode ser prejudicial. O United melhorou após a saída de Romelu Lukaku, enquanto o Chelsea venceu a Champions League sem um atacante fixo. Arsenal e Liverpool também prosperaram ao adotar jogadores que promovem a ligação entre os atacantes, em vez de depender de um finalizador isolado. A experiência recente sugere que um atacante que possa tanto marcar quanto criar jogadas é mais benéfico para a equipe.
Embora Haaland tenha se destacado individualmente, a análise de outros clubes indica que um atacante que não monopolize o jogo pode ser mais eficaz. A busca por um No 9 deve se concentrar em jogadores que complementem o time, em vez de serem a única referência ofensiva. A experiência de clubes como Brentford e Fulham, que não sofreram significativamente após a saída de seus atacantes principais, reforça essa ideia. A conclusão é que, enquanto um No 9 é importante, ele deve ser uma opção, não a única solução.
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