O Estádio Internacional de Benghazi foi inaugurado em uma cerimônia que contou com a presença de ex-jogadores renomados, como Luis Figo, Roberto Carlos e Samuel Eto’o, em um evento que atraiu cerca de 45 mil pessoas. A festa, realizada na noite de quinta-feira (20), teve shows de luzes e fogos de artifício, destacando a importância […]
O Estádio Internacional de Benghazi foi inaugurado em uma cerimônia que contou com a presença de ex-jogadores renomados, como Luis Figo, Roberto Carlos e Samuel Eto’o, em um evento que atraiu cerca de 45 mil pessoas. A festa, realizada na noite de quinta-feira (20), teve shows de luzes e fogos de artifício, destacando a importância do estádio em um contexto político e social conturbado na Líbia, que ainda se recupera de uma guerra civil.
O general Khalifa Haftar, que controla a região leste do país, fez um apelo à unidade entre os líbios, afirmando que o estádio é um espaço para “todos os líbios”. Desde a queda de Muammar Kaddafi em 2011, a Líbia se divide entre o governo reconhecido em Trípoli e o domínio de Haftar no leste, onde ele tem consolidado seu poder, especialmente após desastres naturais que afetaram a infraestrutura local.
O estádio, originalmente inaugurado em 1967, passou por um longo processo de renovação que durou 16 anos e foi fechado em 2007. Durante o regime de Kaddafi, o local foi negligenciado, e o futebol enfrentou restrições severas. A revitalização do estádio representa não apenas um avanço esportivo, mas também uma tentativa de Haftar de reforçar sua influência política na região.
O evento foi marcado por um amistoso entre ex-jogadores, simbolizando a crescente popularidade do futebol na Líbia após a era de Kaddafi. Para muitos, como o espectador Yazan El-Ebeidy, a celebração foi um momento de esperança em meio a dificuldades, refletindo uma nova era para o esporte no país.
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