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Gi Fernandes é liberada pela Fifa e retorna aos treinos no Corinthians após suspensão anulada

- A Fifa revogou a suspensão de Gi Fernandes, permitindo seu retorno imediato. - A atleta testou positivo para boldenona durante o Mundial Sub-20 na Colômbia. - A defesa argumenta que a contaminação ocorreu por carne contaminada consumida. - A boldenona é legal na Colômbia e usada na agropecuária para engorda do gado. - O caso revela uma crise no esporte colombiano, com outros atletas afetados.

A lateral-direita Gi Fernandes, do Corinthians, foi liberada pela Fifa para retornar aos gramados após a revogação de sua suspensão, que estava em vigor desde novembro de 2023. A decisão foi anunciada na última quinta-feira, 20, pelo juiz Jorge Ivan Palacio, presidente do Comitê Disciplinar da Fifa, que afirmou que a suspensão provisória foi revogada, […]

A lateral-direita Gi Fernandes, do Corinthians, foi liberada pela Fifa para retornar aos gramados após a revogação de sua suspensão, que estava em vigor desde novembro de 2023. A decisão foi anunciada na última quinta-feira, 20, pelo juiz Jorge Ivan Palacio, presidente do Comitê Disciplinar da Fifa, que afirmou que a suspensão provisória foi revogada, mas o caso ainda está pendente de adjudicação final. A atleta já pode retomar os treinos e competições, embora o processo principal contra ela continue.

Gi Fernandes foi suspensa após um exame antidoping detectar boldenona, um esteróide anabolizante, em seu organismo durante o Mundial de Futebol Feminino Sub-20 na Colômbia, em setembro de 2024. A defesa da jogadora argumentou que a substância teria entrado em seu corpo por meio de carne contaminada, já que a boldenona é legal na Colômbia e utilizada na agropecuária local. O advogado Pedro Fida, que representa a atleta, destacou que o caso não é isolado e reflete uma crise no esporte colombiano, com pelo menos trinta atletas enfrentando problemas semelhantes.

A defesa de Gi Fernandes apresentou evidências que sustentam a contaminação alimentar, incluindo a fiscalização dos cardápios servidos durante a competição. A concentração de boldenona encontrada na urina da atleta foi de cerca de cinco nanogramas por mililitro, considerada insuficiente para causar alterações significativas em seu metabolismo. Apesar da liberação, a jogadora ainda poderá enfrentar um inquérito que determinará sua responsabilidade no consumo da substância, com possíveis sanções de até quatro anos de afastamento.

Além de Gi Fernandes, o tenista brasileiro Nicolas Zanellato também recebeu autorização para retornar às atividades após ser flagrado no exame antidoping com a mesma substância. A situação levanta preocupações sobre o uso excessivo de boldenona na Colômbia, especialmente em relação à segurança alimentar e aos impactos no esporte. O Corinthians confirmou o retorno da lateral, que se juntará à equipe na preparação para a Supercopa do Brasil, marcada para março de 2025.

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