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Jornal argentino orienta torcedores do Racing a evitarem espanhol e desconfiarem da polícia na Recopa

- Torcedores argentinos estão preocupados com a segurança na Recopa no Brasil. - O jornal Olé recomenda evitar falar espanhol e exibir itens do jogo. - Ex-presidente do Peñarol critica penas desproporcionais na legislação brasileira. - Incidentes anteriores, como a detenção de torcedores, geram temor entre os visitantes. - Barrera destaca discriminação contra argentinos em estádios brasileiros.

Na próxima quinta-feira, a chegada da torcida argentina ao Rio de Janeiro para a decisão da Recopa entre Botafogo e Racing no Estádio Nilton Santos será marcada por uma nova abordagem. O jornal Olé, principal veículo esportivo da Argentina, divulgou orientações para os torcedores, recomendando que evitem falar em espanhol para não serem alvo de […]

Na próxima quinta-feira, a chegada da torcida argentina ao Rio de Janeiro para a decisão da Recopa entre Botafogo e Racing no Estádio Nilton Santos será marcada por uma nova abordagem. O jornal Olé, principal veículo esportivo da Argentina, divulgou orientações para os torcedores, recomendando que evitem falar em espanhol para não serem alvo de “emboscadas”, um dos temores relacionados à violência na cidade. Em suas redes sociais, o Olé destacou que a torcida do Racing estará “com um olho no campo e outro na segurança”.

O jornal fez referência a incidentes ocorridos em outubro de 2024, quando mais de 200 torcedores do Peñarol foram detidos após causar tumulto na praia do Recreio, incluindo roubos e destruição de quiosques. Para o Olé, esses eventos foram uma “emboscada” e um exemplo de “repressão vergonhosa e tratamento desigual”. Diante disso, recomendações foram emitidas, como evitar exibir itens relacionados ao jogo, minimizar conversas em espanhol e garantir transporte seguro após a partida.

Os torcedores também foram aconselhados a combinar previamente com motoristas de aplicativo, pagando um valor extra para que os motoristas os esperem do lado de fora do estádio, especialmente para aqueles que não estiverem em grupos. Além disso, o jornal alertou para a desconfiança em relação à polícia militar. O ex-presidente do Peñarol, Jorge Barrera, corroborou essas instruções, ressaltando que a legislação brasileira, que entrou em vigor recentemente, impõe penas desproporcionais, comparando atos de discriminação e violência.

Barrera criticou a falta de penalização para torcedores brasileiros que rasgaram cédulas de pesos argentinos em estádios, considerando isso uma forma de discriminação econômica. Ele enfatizou que, enquanto um ato racista é tratado com severidade, outras agressões não recebem a mesma atenção da legislação, evidenciando uma disparidade no tratamento de torcedores.

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