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Reações de brasileiros expõem a indignação diante do racismo no futebol

- Luighi, atacante do Palmeiras, sofreu racismo em jogo da Libertadores sub-20. - Torcedor do Cerro Porteño imitou um macaco, gerando indignação do jogador. - Luighi questionou a mídia sobre a falta de atenção ao ato racista. - Casos anteriores de racismo no futebol incluem Vini. Jr e Tinga, entre outros. - O episódio evidencia a persistência do racismo e a impunidade no esporte.

Na última quinta-feira, o atacante Luighi, do Palmeiras, foi alvo de uma ofensa racista durante uma partida da Libertadores sub-20 contra o Cerro Porteño, no Paraguai. O jogador relatou que um torcedor imitou um macaco em sua direção e, emocionado, questionou a falta de atenção da mídia para o ato de racismo, afirmando: “O que […]

Na última quinta-feira, o atacante Luighi, do Palmeiras, foi alvo de uma ofensa racista durante uma partida da Libertadores sub-20 contra o Cerro Porteño, no Paraguai. O jogador relatou que um torcedor imitou um macaco em sua direção e, emocionado, questionou a falta de atenção da mídia para o ato de racismo, afirmando: “O que fizeram comigo é crime”. Este incidente se soma a uma série de episódios de racismo enfrentados por jogadores brasileiros, como Vini. Jr e Tinga, que também sofreram ofensas em campo.

Vini. Jr foi alvo de racismo na Espanha, especialmente em um jogo contra o Valência, onde torcedores imitaram macacos. O atacante expressou sua indignação nas redes sociais, criticando a Liga Espanhola pela falta de punições severas. O caso gerou uma onda de apoio internacional, incluindo uma manifestação oficial do governo brasileiro. Tinga, em 2014, enfrentou insultos racistas durante um jogo pela Libertadores no Peru, onde torcedores faziam sons de macaco sempre que ele tocava na bola. Ele expressou seu desejo por um mundo sem racismo, mas a Conmebol aplicou apenas uma multa simbólica ao clube peruano.

Outro caso emblemático ocorreu com Daniel Alves, que, em 2014, foi atacado com uma banana durante uma partida contra o Villarreal. Em um ato de protesto, ele comeu a banana, gerando apoio e campanhas contra o racismo. O torcedor responsável foi identificado e banido, mas o incidente destacou a persistência do racismo nos estádios espanhóis. Paulão, em 2014, também sofreu ofensas racistas de sua própria torcida, levando-o a considerar deixar o Internacional. O clube repudiou os atos, mas o episódio evidenciou que o racismo pode vir de quem deveria apoiar os atletas.

Em 2020, o meia Edenílson, do Internacional, denunciou ofensas racistas durante um jogo contra o Bahia, onde um adversário teria dito “cala a boca, negro”. O caso gerou repercussão e levou o Bahia a afastar o jogador envolvido, que negou as acusações. Edenílson também enfrentou uma situação semelhante em 2022, quando acusou um jogador do Corinthians de chamá-lo de “macaco”. Apesar das denúncias, a Justiça arquivou o caso por falta de provas, frustrando o jogador e movimentos antirracistas, e ressaltando a impunidade em casos de racismo no futebol brasileiro.

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