O Corinthians ainda não iniciou a venda de ingressos para a segunda final do Campeonato Paulista contra o Palmeiras, mas cambistas já estão oferecendo entradas em grupos de WhatsApp. Os preços variam, com setores populares, como o Sul, sendo negociados a R$ 600, enquanto lugares “premium”, como as cadeiras do setor Oeste, chegam a R$ […]
O Corinthians ainda não iniciou a venda de ingressos para a segunda final do Campeonato Paulista contra o Palmeiras, mas cambistas já estão oferecendo entradas em grupos de WhatsApp. Os preços variam, com setores populares, como o Sul, sendo negociados a R$ 600, enquanto lugares “premium”, como as cadeiras do setor Oeste, chegam a R$ 1,5 mil. A prática de cambismo tem se intensificado, dificultando a obtenção de ingressos para os membros do programa Fiel Torcedor.
A reportagem identificou que os ingressos vendidos por cambistas têm origens diversas, incluindo sócios-torcedores e até contas internas do clube. Um caso específico envolveu ingressos que saíram da conta “Arrecadação – Vendas”, adquiridos por R$ 45 e revendidos a R$ 180. O Corinthians reserva uma quantidade significativa de ingressos para jogadores e parceiros, mas muitos acabam nas mãos de cambistas, gerando descontentamento entre os torcedores.
Em uma partida recente, apenas 48% dos ingressos vendidos foram destinados a sócios-torcedores comuns, com o restante sendo alocado para cadeiras cativas e torcedores organizados. O clube afirma que a solução para o cambismo está na implementação de um sistema de reconhecimento facial, que deve ser adotado até junho de 2025. No entanto, a implementação desse sistema tem sido adiada, e o Corinthians ainda não finalizou acordos para sua instalação.
Além disso, denúncias de irregularidades no programa Fiel Torcedor e na venda de ingressos têm sido encaminhadas ao Ministério Público e à Polícia Civil, que já iniciou investigações. O Corinthians afirma que está adotando medidas para combater o cambismo, mas ressalta que a denúncia formal por parte das vítimas é essencial para caracterizar a prática como crime.
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