A Fifa divulgou seu quarto relatório sobre o futebol feminino, destacando a preocupação com a baixa presença de mulheres em cargos de comando nas ligas, que é de apenas 22%. A entidade busca incentivar a inclusão de mais profissionais femininas e tornar o ambiente menos hostil. O relatório enfatiza a necessidade de ampliar oportunidades de […]
A Fifa divulgou seu quarto relatório sobre o futebol feminino, destacando a preocupação com a baixa presença de mulheres em cargos de comando nas ligas, que é de apenas 22%. A entidade busca incentivar a inclusão de mais profissionais femininas e tornar o ambiente menos hostil. O relatório enfatiza a necessidade de ampliar oportunidades de qualificação para treinadoras e fomentar discussões sobre o futebol feminino.
No Brasil, apenas quatro treinadoras estão à frente de equipes na Série A1 do Campeonato Brasileiro, representando uma fração mínima entre os 16 times da elite. As profissionais são Jéssica de Lima (Ferroviária), Camilla Orlando (Palmeiras), Thaissan Passos (Grêmio) e Regiane Santos (Sport). Camilla, campeã paulista com o Palmeiras, é uma das poucas vozes femininas nesse cenário.
O relatório analisou 86 ligas e 669 clubes, um aumento significativo em relação à edição anterior, que contemplava 34 ligas e 316 clubes. O Brasil se destacou pelo público na final da Supercopa feminina de 2023, com 33.175 torcedores, e ocupa o segundo lugar em público em um único jogo, atrás apenas da Inglaterra. A final do Brasileiro de 2024, realizada na Neo Química Arena, teve 44.529 espectadores.
Além disso, apenas 9% das ligas femininas no mundo utilizam o VAR, enquanto no Brasil a tecnologia é aplicada a partir das quartas de final do Brasileiro A1. No que diz respeito à arbitragem, 42% dos árbitros são mulheres. A Fifa considera essencial o diagnóstico do futebol feminino para identificar soluções e promover melhorias. Outras análises do relatório serão divulgadas ao longo da semana.
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