A nova regra que visa coibir a cera dos goleiros não foi rigorosamente aplicada na primeira rodada do Campeonato Brasileiro. A norma estabelece que o árbitro deve marcar um escanteio para o time adversário se o goleiro segurar a bola por mais de oito segundos. Apesar de alguns árbitros terem iniciado a contagem, nenhuma infração […]
A nova regra que visa coibir a cera dos goleiros não foi rigorosamente aplicada na primeira rodada do Campeonato Brasileiro. A norma estabelece que o árbitro deve marcar um escanteio para o time adversário se o goleiro segurar a bola por mais de oito segundos. Apesar de alguns árbitros terem iniciado a contagem, nenhuma infração foi efetivamente marcada, evidenciando uma falta de cumprimento da nova diretriz.
Em partidas como Juventude 2×0 Vitória, o árbitro Paulo Cesar Zanovelli da Silva iniciou a contagem para o goleiro Marcão, mas em outros jogos, como Palmeiras 0x0 Botafogo, o goleiro John segurou a bola por cerca de 20 segundos sem ser advertido. Situações semelhantes ocorreram em outros confrontos, como Grêmio x Atlético-MG e Flamengo x Internacional, onde os goleiros também ignoraram a regra sem punições.
A mudança na regra, que substituiu a antiga punição de tiro livre indireto por um escanteio, visa aumentar o tempo de bola em jogo. A FIFA considera ideal que haja pelo menos 60 minutos de jogo efetivo. Na primeira rodada, a média foi de 59 minutos e 58 segundos, com 39% do tempo parado, o que demonstra que a nova norma ainda precisa ser assimilada pelos árbitros e jogadores.
A expectativa é que, com o tempo, a aplicação da regra se torne mais rigorosa, contribuindo para um aumento no tempo de jogo e uma dinâmica mais fluida nas partidas. A falta de penalizações nesta rodada inicial levanta questões sobre a eficácia da nova diretriz e a necessidade de ajustes na abordagem dos árbitros.
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