O goleiro Alexandre Cajuru receberá R$ 30 mil da Rede Globo por danos emocionais após a emissora exibir repetidamente sua falha em um jogo de 2020, quando jogava pelo CSA. A Justiça paulista decidiu que a exibição da falha mais de 4.800 vezes causou novos traumas ao atleta, que já enfrentava dificuldades na carreira. Cajuru, que ficou sem clube após o erro, teve sua imagem prejudicada e não conseguiu renovar contratos. Ele já havia declarado que a repetição da falha o afetou emocionalmente, e seu advogado argumentou que a emissora não permitiu que ele se recuperasse do ocorrido. A Globo recorreu da decisão, alegando que o número de exibições foi exagerado.
O goleiro Alexandre Cajuru receberá R$ 30 mil de indenização da Rede Globo por danos emocionais. A decisão foi tomada pela Justiça paulista após a emissora exibir repetidamente uma falha do atleta durante um jogo em 2020, quando defendia o CSA. A falha foi reprisada mais de 4.800 vezes, causando novos traumas ao jogador.
Cajuru, que atualmente está sem clube, enfrentou dificuldades na carreira após o incidente. Ele ficou “esquecido” no cenário do futebol e, segundo seu advogado, a exibição constante da falha teve um impacto devastador em sua vida profissional. O erro ocorreu em uma partida da Série B do Campeonato Brasileiro, onde o goleiro não conseguiu segurar uma bola fácil, resultando em um gol da Ponte Preta.
A Justiça rejeitou o recurso da emissora, que alegou que o cálculo das exibições era “fantasioso”. A condenação ocorreu em outubro de 2023, e a Globo ainda pode recorrer. O advogado de Cajuru afirmou que a repetição da falha trouxe “sérios dissabores” e que a emissora não permitiu que o jogador superasse o trauma.
Cajuru, filho do ex-goleiro Celso Paschoalato, teve uma carreira marcada por altos e baixos. Ele foi formado na base do Athletico-PR e teve passagens por clubes como Ferroviária e Guaratinguetá antes de se juntar ao CSA. Apesar de ter conquistado títulos, como a Série C em 2017, sua trajetória foi prejudicada pela falha que o marcou.
Atualmente, com 32 anos, Cajuru continua se identificando como atleta profissional nas redes sociais, compartilhando memórias de sua carreira. A decisão judicial representa um passo importante em sua luta por reconhecimento e reparação após os danos emocionais sofridos.
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