Guilherme Ceretta de Lima, ex-árbitro da CBF, se mudou para os Estados Unidos há quase dez anos por causa de perseguições relacionadas à sua imagem como modelo. Ele apitou jogos importantes no Brasil, mas agora atua em competições menores nos EUA. Ceretta critica a evolução da arbitragem no Brasil, afirmando que o nível piorou e que a formação dos árbitros é fraca. Ele quase apitou um jogo de Lionel Messi, mas foi removido da escalação por causa de uma foto em que usava a camisa do Inter Miami. Ceretta guarda a bola do gol 100 de Rogério Ceni e reflete sobre sua carreira, pensando em voltar ao Brasil para ajudar a melhorar a arbitragem. Ele acredita que a gestão da arbitragem nos EUA poderia ser aplicada no Brasil, onde há muitos que ocupam cargos sem agregar valor. Ceretta também comentou sobre um incidente com o jogador Dudu, que o agrediu durante uma partida em 2015, e sobre como, após anos, Dudu foi condenado a pagar por danos morais.
Guilherme Ceretta de Lima, ex-árbitro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), mudou-se para os Estados Unidos há quase uma década, fugindo de perseguições relacionadas à sua imagem como modelo. Ceretta, que apitou finais de campeonatos importantes no Brasil, atualmente atua em competições menores nos EUA.
Aos quarenta e um anos, Ceretta reflete sobre a arbitragem brasileira e critica sua evolução. Ele afirma que, apesar de ter sido considerado um dos árbitros mais promissores, a qualidade da arbitragem no Brasil não melhorou. “Infelizmente não mudou nada. Se analisarmos, piorou o que já não era dos melhores”, declarou. O árbitro também mencionou que a falta de inovação e a má gestão são problemas persistentes.
Ceretta quase apitou um jogo do Inter Miami, time de Lionel Messi, mas foi removido da escalação devido a uma foto postada nas redes sociais. Ele estava com a camisa do time durante uma visita ao Brasil, e a decisão foi tomada para evitar conflitos de interesse. “Achei justo, uma atitude profissional”, comentou.
Retorno ao Brasil
A experiência nos Estados Unidos fez Ceretta considerar um retorno ao Brasil, desta vez em uma função administrativa. Ele acredita que pode contribuir para a evolução da arbitragem no país. “Aprendi muita coisa aqui na gestão da arbitragem que pode e deve ser implantada no Brasil”, afirmou.
Ceretta também possui a bola do gol 100 de Rogério Ceni, um marco em sua carreira. Ele recorda que, após o jogo, teve que proteger a bola de dirigentes que queriam reivindicá-la. “Foi minha maior nota como árbitro em uma partida”, lembrou.
Além disso, Ceretta comentou sobre sua relação com a Comissão de Arbitragem, que o impediu de participar de eventos que hoje são comuns entre os árbitros. Ele lamenta que, enquanto na sua época era considerado errado dar entrevistas, hoje isso é normal. “Na minha época tudo isso era errado”, concluiu.
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