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CBF contesta destituição de Ednaldo e afirma que juiz agiu sem provas suficientes

CBF busca reverter a destituição de Ednaldo Rodrigues no STF e alerta sobre riscos de sanções internacionais para a Seleção Brasileira

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  • A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) após a destituição do presidente Ednaldo Rodrigues pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
  • A Justiça considerou nulo um acordo que ratificou Ednaldo no cargo em janeiro, alegando suspeitas de falsificação de assinatura.
  • A CBF alertou que a destituição pode acarretar punições internacionais para a Seleção Brasileira.
  • A defesa de Ednaldo pediu ao STF a suspensão da decisão e a recondução ao cargo, ou que o diretor mais velho, Hélio Menezes, assuma a presidência.
  • A situação se agrava com a solicitação da deputada Daniela Carneiro para o afastamento imediato de Ednaldo, citando um laudo que questiona a autenticidade da assinatura do Coronel Nunes.

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) recorreu ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta sexta-feira (16) após a decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que destituiu o presidente Ednaldo Rodrigues. A Justiça considerou nulo um acordo que ratificou Ednaldo no cargo em janeiro, alegando suspeitas de falsificação de assinatura.

A CBF alertou que a destituição pode resultar em punições internacionais para a Seleção Brasileira. A defesa de Ednaldo qualificou a decisão como uma “afronta direta” à ordem constitucional e solicitou ao STF medidas cautelares para suspender a determinação do TJ do Rio. O recurso será analisado pelo ministro Gilmar Mendes.

A assessoria jurídica da CBF argumenta que a decisão do tribunal gera um “risco institucional iminente” para a entidade. O presidente interino, Fernando José Sarney, anunciou que novas eleições serão convocadas rapidamente, mas a defesa de Ednaldo considera sua nomeação ilegal e estarrecedora. O documento ressalta que a FIFA e a Conmebol não reconhecem dirigentes nomeados judicialmente, o que pode levar a severas sanções.

A destituição de Ednaldo ocorre em um momento delicado, já que a CBF anunciou o italiano Carlo Ancelotti como novo técnico da Seleção. O desembargador Gabriel Zefiro fundamentou a nulidade do acordo em indícios de incapacidade mental e falsificação de assinatura do Coronel Nunes, um dos signatários do TAC que validou a eleição de Ednaldo.

A defesa de Ednaldo argumenta que a decisão foi tomada sem provas concretas, baseando-se em suposições. O recurso pede a recondução de Ednaldo ao cargo ou, na impossibilidade, que o diretor mais velho, Hélio Menezes, assuma a presidência. A situação se complica com a petição da deputada Daniela Carneiro, que solicitou o afastamento imediato de Ednaldo, citando um laudo que questiona a autenticidade da assinatura do Coronel Nunes.

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