- O FIFPro, sindicato global de jogadores, criticou a FIFA por sua abordagem unilateral sobre períodos de descanso.
- A FIFA propôs um intervalo de 72 horas entre jogos, enquanto o FIFPro exige 28 dias de descanso.
- O presidente do FIFPro, Sergio Marchi, acusou a FIFA de priorizar a lucratividade em detrimento da saúde dos atletas.
- A ausência do FIFPro em uma reunião sobre o tema durante o Mundial de Clubes levantou preocupações sobre a representatividade.
- O FIFPro representa cerca de 66 mil jogadores e já havia formalizado uma queixa contra a FIFA no ano passado, destacando a crescente carga de trabalho.
A FIFA enfrenta críticas severas do FIFPro, o sindicato global de jogadores, por sua abordagem unilateral em relação aos períodos de descanso dos atletas. Recentemente, a FIFA propôs um intervalo de 72 horas entre jogos, enquanto o FIFPro exige 28 dias de descanso, destacando a necessidade de proteger a saúde dos jogadores.
O presidente do FIFPro, Sergio Marchi, acusou a FIFA de ignorar o diálogo e de tomar decisões que priorizam a lucratividade econômica em detrimento do bem-estar dos atletas. Marchi se referiu ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, como “o homem que pensa que é Deus”, enfatizando a falta de sensibilidade da entidade em relação à realidade dos jogadores.
A questão da carga de trabalho dos atletas ganhou destaque durante o recente Mundial de Clubes, realizado nos Estados Unidos. A FIFA, em uma reunião pré-final, abordou a necessidade de períodos de descanso, mas FIFPro não foi convidado, levantando preocupações sobre a representatividade dos participantes. Marchi afirmou que a competição é uma “ficção criada pela FIFA”, sem consideração pelas dificuldades enfrentadas pelos jogadores.
Além do intervalo de 72 horas entre partidas, a FIFA também recomendou um dia de descanso semanal e a consideração de fatores como viagens longas e condições climáticas na elaboração do calendário internacional. No entanto, a ausência do FIFPro na reunião e a falta de reconhecimento de alguns representantes presentes geraram descontentamento.
O FIFPro, que representa cerca de 66 mil jogadores profissionais, tem pressionado a FIFA por mudanças significativas em sua abordagem. Em outubro do ano passado, a entidade já havia se unido a ligas europeias para formalizar uma queixa contra a FIFA, destacando a crescente carga de trabalho e a falta de tempo para recuperação. A situação continua a ser um ponto crítico nas discussões sobre a saúde e o bem-estar dos jogadores no futebol global.
Entre na conversa da comunidade