- O Corinthians estuda romper o contrato com a Soccer Hospitality, responsável pelo Fielzone.
- A decisão é motivada por falhas no sistema de biometria facial, que geraram insatisfação após a primeira partida sob a nova Lei Geral do Esporte.
- Na partida contra o Red Bull Bragantino, com 34.211 torcedores, a taxa de falhas no reconhecimento facial foi de 0,5%, sendo 0,2% na entrada do Fielzone.
- O CEO da Soccer Hospitality, Leonardo Rizzo, criticou a eficácia da tecnologia, afirmando que sua implementação está longe do ideal.
- A empresa já enfrenta dívidas com o Corinthians desde 2023 e ajustou o número de ingressos da Choperia Fielzone para 500, vendidos a preços superiores a R$ 750.
O Corinthians está avaliando a possibilidade de romper o contrato com a Soccer Hospitality, responsável pela administração do Fielzone, após problemas recorrentes no sistema de biometria facial. A insatisfação surgiu após a primeira partida sob a nova regulamentação da Lei Geral do Esporte, que exige o uso dessa tecnologia em estádios com capacidade superior a 20 mil pessoas.
Na partida entre Corinthians e Red Bull Bragantino, realizada no último domingo, 34.211 torcedores compareceram ao estádio, e a taxa de falhas no reconhecimento facial foi de 0,5%. No entanto, cerca de 0,2% dos problemas ocorreram na entrada do Fielzone, onde a tecnologia utilizada difere daquela aplicada nas demais entradas do estádio. Diante das reclamações e da repercussão negativa, a diretoria do clube considera que a operadora não tem conseguido acompanhar a implementação da nova tecnologia.
O CEO da Soccer Hospitality, Leonardo Rizzo, criticou a eficácia da biometria facial em sua conta no Instagram, afirmando que, embora a ideia seja boa, a prática tem gerado problemas em vários estádios do Brasil. Ele destacou que a tecnologia não é adequada para o contexto atual e que a implementação está longe de ser ideal.
Além dos problemas técnicos, a Soccer Hospitality já enfrentou dificuldades financeiras com o Corinthians, acumulando dívidas milionárias desde 2023. Após um acordo, a empresa começou a quitar os débitos de forma parcelada. Durante o período de inadimplência, a Choperia Fielzone, localizada no estádio, recebeu um número excessivo de ingressos, o que gerou ainda mais insatisfação entre os torcedores. Com a nova gestão, o número de ingressos foi ajustado para os 500 previstos em contrato, vendidos a preços superiores a R$ 750.
A assessoria do Fielzone ainda não se manifestou sobre a situação. Caso haja uma resposta, o texto será atualizado.
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