- A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) iniciou discussões sobre a implementação do fair play financeiro no Brasil em reunião no Rio de Janeiro, no dia 11 de agosto de 2025.
- Participaram dirigentes de 34 clubes das séries A e B e representantes de 10 federações.
- O objetivo é criar um modelo que melhore a saúde financeira dos clubes, com propostas a serem apresentadas no CBF Summit, agendado para 26 de novembro.
- Clubes como Atlético-MG e Corinthians enfrentam dívidas e atrasos salariais, enquanto Palmeiras e Flamengo se destacam por gestões financeiras eficientes.
- A CBF busca sugestões dos clubes para moldar o fair play financeiro, que visa controlar gastos e promover a adimplência.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) deu início às discussões sobre a implementação do fair play financeiro no Brasil, com reuniões que começaram nesta segunda-feira, 11, no Rio de Janeiro. O encontro contou com a participação de dirigentes de 34 clubes das séries A e B, além de representantes de 10 federações. O objetivo é criar um modelo que promova a saúde financeira dos clubes, com propostas a serem apresentadas no CBF Summit, agendado para 26 de novembro em São Paulo.
Recentemente, o futebol brasileiro tem enfrentado um desequilíbrio financeiro acentuado. Clubes como Atlético-MG e Corinthians lidam com dívidas e atrasos salariais, enquanto Palmeiras e Flamengo se destacam por suas gestões financeiras bem-sucedidas. O vice-presidente da CBF, Ricardo Gluck, ressaltou que a situação atual exige ações urgentes para evitar um colapso financeiro, afirmando que a falta de coragem em 2019 para implementar mudanças resultou na crise atual.
Dados do site Convocados indicam que, entre 2023 e 2024, as receitas da Série A e B cresceram 10% e 4,1%, respectivamente, mas as dívidas aumentaram 22%. A pandemia contribuiu para essa escalada, deixando um legado de queda nas receitas e aumento de passivos. Enquanto isso, clubes com gestão eficiente, como Palmeiras e Flamengo, continuam a se distanciar da concorrência, investindo com receitas bilionárias.
Propostas e Expectativas
A CBF está buscando sugestões dos clubes para moldar o fair play financeiro, que visa controlar gastos e promover a adimplência. O presidente do Vitória, Fábio Mota, expressou preocupação com a recuperação judicial, que se tornou comum entre clubes endividados. Ele destacou a necessidade de um controle mais rigoroso sobre os gastos.
A experiência europeia em fair play financeiro é vista como referência, mas a adaptação à realidade brasileira será um desafio. O advogado Hudson Paiva Jr. explicou que o foco inicial será garantir que os clubes estejam adimplentes, com sanções mais severas, como rebaixamento, sendo consideradas em uma fase posterior. A expectativa é que mudanças significativas nas finanças dos clubes não ocorram antes de dois anos, mas a urgência da situação é reconhecida por todos os envolvidos.
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