- A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) irá julgar um recurso de Bruno Henrique, atacante do Flamengo, no dia 2 de setembro.
- O jogador é investigado por supostas irregularidades em uma partida contra o Santos, onde teria manipulado um cartão amarelo.
- A investigação, conduzida pela Polícia Federal, começou em agosto de 2022 após um aumento nas apostas relacionadas ao cartão amarelo do atleta.
- O recurso busca anular a investigação e transferir o caso para a Justiça Federal, após o pedido de habeas corpus ter sido negado.
- Bruno Henrique e outros suspeitos foram denunciados em junho pelo Ministério Público do Distrito Federal.
A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) analisará, no dia 2 de setembro, um recurso do atacante Bruno Henrique, do Flamengo, que busca anular a investigação em que é acusado de manipular um cartão amarelo em uma partida contra o Santos. O caso, que envolve supostas irregularidades, está sendo investigado desde agosto de 2022 pela Polícia Federal.
O recurso, um agravo regimental, foi necessário após o pedido de habeas corpus ser negado pelo ministro Joel Ilan Paciornik. A defesa de Bruno Henrique argumenta que a Justiça do Distrito Federal não tem competência para julgar o caso, que deveria ser transferido para a Justiça Federal. A defesa pede a anulação de todos os atos processuais realizados até o momento.
Bruno Henrique foi denunciado em junho pelo Ministério Público do DF, junto com seu irmão, Wander Nunes Pinto, e mais sete pessoas. A acusação é de que o jogador teria avisado Wander sobre a intenção de receber um cartão amarelo durante a partida em 1 de novembro de 2023, realizada no estádio Mané Garrincha, em Brasília. Esse aviso teria gerado apostas suspeitas, levando a investigação.
A Polícia Federal iniciou a apuração após notar um aumento significativo nas apostas relacionadas ao cartão amarelo de Bruno Henrique. Em novembro de 2022, o jogador e outros suspeitos foram alvo de uma operação de busca e apreensão. Conversas extraídas do celular de Wander contribuíram para o indiciamento dos envolvidos em abril. Apesar das acusações, Bruno Henrique nega qualquer manipulação e um dos suspeitos chegou a fazer um acordo com o Ministério Público, admitindo saber sobre a advertência do jogador.
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