- O Ministério Público suíço não irá recorrer da absolvição de Michel Platini e Sepp Blatter em um caso de corrupção.
- A decisão encerra um processo de dez anos por falta de provas.
- O caso envolveu um pagamento de 2 milhões de francos suíços, que teria prejudicado a candidatura de Platini à presidência da FIFA.
- Platini afirmou que o processo foi uma tentativa de barrar sua ascensão na FIFA, enquanto a acusação considerou o pagamento uma “fatura falsa”.
- A desistência do Ministério Público reafirma a inocência dos ex-dirigentes e levanta questões sobre a governança na FIFA.
A absolvição de Michel Platini e Sepp Blatter em um caso de corrupção na Suíça é agora definitiva. O Ministério Público suíço anunciou que não irá recorrer da decisão, encerrando um processo que durou dez anos por falta de provas. A promotoria aceitou o veredicto das instâncias anteriores, que já haviam inocentado os ex-dirigentes.
O caso envolveu um pagamento de 2 milhões de francos suíços que, segundo a acusação, teria sido obtido ilegalmente, prejudicando a candidatura de Platini à presidência da FIFA. Em comunicado, o Ministério Público da Confederação (MPC) reconheceu que não conseguiu convencer os juízes sobre a culpabilidade dos acusados, que enfrentaram pedidos de penas de prisão suspensa.
Platini, ex-jogador e presidente da UEFA, afirmou que o processo foi uma tentativa de barrar sua ascensão à FIFA. Ele e Blatter alegaram que o pagamento de 2011 era parte de um acordo verbal sobre salários, o que foi contestado pela acusação, que o classificou como uma “fatura falsa”. O caso veio à tona em 2015, após a renúncia de Blatter, o que afastou Platini da corrida presidencial e abriu caminho para Gianni Infantino.
Desdobramentos do Caso
A decisão do MPC encerra um capítulo polêmico na história da FIFA, marcada por escândalos de corrupção. A relação entre Platini e Blatter, que foi conselheiro do ex-presidente da FIFA entre 1998 e 2002, sempre foi alvo de escrutínio. Ambos assinaram um contrato em 1999 que estabelecia um salário anual de 300 mil francos suíços, mas a defesa argumentou que um acordo informal previa um pagamento maior.
A desistência do Ministério Público em recorrer da absolvição é um marco importante, pois reafirma a inocência dos ex-dirigentes em um caso que teve repercussões significativas no cenário do futebol mundial. A decisão também levanta questões sobre a transparência e a governança na FIFA, que continua a lidar com os efeitos de sua história recente.
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