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Nunes assina decreto para desapropriação do Clube Banespa e criação de parque em SP

Prefeitura desapropriou Clube Banespa para criar parque e centro para autistas, encerrando disputa judicial com o Santander

Esporte Clube Banespa localizado em Santo Amaro, na zona sul de São Paulo (Foto: Reprodução)
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  • A Prefeitura de São Paulo decretou a desapropriação do Clube Banespa, em Santo Amaro, para a construção de um parque, um complexo esportivo e um Centro de Transtorno do Espectro Autista (TEA).
  • A área, avaliada em R$ 1 bilhão e com 61 mil metros quadrados, pode encerrar a disputa judicial com o Santander, que reivindica o espaço com base em um contrato de comodato até 2030.
  • O decreto foi assinado pelo prefeito Ricardo Nunes e aprovado pela Câmara Municipal com 53 votos favoráveis.
  • A gestão municipal afirma que o espaço continuará a oferecer atividades esportivas, promovendo lazer e inclusão social.
  • A criação do parque e do Centro TEA depende do pagamento de uma indenização ao proprietário, e a área está em processo de tombamento para preservação cultural.

A Prefeitura de São Paulo decretou, nesta sexta-feira, 29, a desapropriação do Clube Banespa, localizado em Santo Amaro. O objetivo é transformar a área, avaliada em R$ 1 bilhão e com 61 mil metros quadrados, em um parque, um complexo esportivo e um Centro de Transtorno do Espectro Autista (TEA). A decisão pode pôr fim ao litígio entre o clube e o Santander, que reivindica a área devido a um contrato de comodato que se estende até 2030.

O decreto foi assinado pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) e é parte de um plano mais amplo para revitalizar a região. A desapropriação foi aprovada pela Câmara Municipal em agosto, com 53 votos favoráveis e nenhum contrário. A gestão municipal destaca que o espaço continuará a abrigar atividades esportivas, promovendo lazer e inclusão social.

A disputa judicial entre o clube e o Santander inclui um pedido de reintegração de posse, com o banco alegando descumprimento de cláusulas contratuais. O clube, que possui uma rica história no esporte, especialmente no vôlei, nega as acusações e conta com o apoio de cerca de 700 assinaturas em defesa de sua permanência.

Além da desapropriação, a criação do parque e do Centro TEA depende do pagamento de uma indenização ao proprietário. A área do Banespa, que abriga o clube desde a década de 1930, está em processo de tombamento e pode ser classificada como Zona Especial de Preservação Cultural, visando garantir a manutenção das atividades esportivas e a preservação da memória cultural da região.

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