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Máquinas caça-níqueis nas bases militares dos EUA geram lucros altos e custos elevados

Ex-oficial do Exército pede urgência em programas de prevenção e tratamento do vício em jogos entre militares em bases dos EUA

Foto: Reprodução
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  • O uso de máquinas caça-níqueis em bases militares dos Estados Unidos é polêmico, especialmente após relatos de ex-militares sobre vícios em jogos de azar.
  • Dave Yeager, ex-oficial do Exército, compartilhou sua experiência de dependência em um cassino militar em Seul, onde começou a jogar após os ataques de 11 de setembro de 2001.
  • O Army Recreation Machine Program (ARMP) opera 1.889 máquinas em 79 locais fora dos Estados Unidos, gerando R$ 70,9 milhões em receita no ano fiscal de 2024.
  • Especialistas alertam que militares têm maior propensão a desenvolver distúrbios relacionados ao jogo e muitas vezes não buscam ajuda devido ao medo de repercussões em suas carreiras.
  • Yeager defende que parte dos lucros do ARMP deve ser destinada à educação e tratamento de problemas de jogo, enfatizando a importância da prevenção.

O uso de máquinas caça-níqueis em bases militares dos EUA tem gerado polêmica, especialmente após relatos de ex-militares sobre vícios em jogos de azar. Dave Yeager, um ex-oficial do Exército, compartilhou sua experiência de dependência em um cassino militar em Seul, onde se sentiu atraído pelas máquinas logo após os ataques de 11 de setembro de 2001. Ele descreve como o jogo inicialmente aliviou seu estresse, mas rapidamente se transformou em uma obsessão devastadora.

Atualmente, o Army Recreation Machine Program (ARMP) opera 1.889 máquinas em 79 locais fora dos EUA, gerando 70,9 milhões de dólares em receita no ano fiscal de 2024. Apesar do aumento nos lucros, especialistas alertam que os militares são mais propensos a desenvolver distúrbios relacionados ao jogo e hesitam em buscar ajuda por medo de repercussões em suas carreiras. Yeager e outros defensores pedem que uma parte dos lucros seja destinada à educação e tratamento de problemas de jogo.

Embora o ARMP promova o jogo responsável, críticos argumentam que as iniciativas são insuficientes. Em 2017, um relatório do Government Accountability Office (GAO) levantou preocupações sobre o impacto do jogo nas famílias militares, mas as ações subsequentes foram limitadas. Em 2022, uma revisão revelou que as políticas do Departamento de Defesa eram as piores em comparação com estados que legalizaram o jogo.

Yeager, agora em recuperação, defende que a educação sobre o vício em jogos deve ser uma prioridade. Ele acredita que o ARMP deve investir mais em programas de prevenção e tratamento, em vez de simplesmente eliminar as máquinas. “Educar os militares sobre o vício e oferecer tratamento pode melhorar a prontidão”, afirma Yeager.

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