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Boxeadora contesta exclusão de Mundial e luta por participação em torneios internacionais

Imane Khelif contesta exigência de testes genéticos para competir no Mundial de Boxe de 2025 após polêmicas sobre seu gênero

Imane Khelif celebra conquista do ouro olímpico em Paris-2024 (Foto: Reprodução)
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  • A boxeadora argelina Imane Khelif recorreu à Corte Arbitral do Esporte (CAS) para contestar a exigência de testes genéticos de sexo da World Boxing.
  • O recurso foi protocolado em primeiro de setembro e busca permitir sua participação no Mundial de Boxe de 2025 sem os testes.
  • Khelif, campeã olímpica em Paris-2024, foi excluída de competições internacionais devido a alegações sobre cromossomos XY.
  • A nova política da World Boxing, que exige testes de gênero para atletas acima de dezoito anos, foi implementada em julho.
  • O CAS ainda não agendou a audiência do caso e negou o pedido de suspensão da decisão da World Boxing.

A boxeadora argelina Imane Khelif, campeã olímpica nos Jogos de Paris-2024, recorreu à Corte Arbitral do Esporte (CAS) para contestar a exigência de testes genéticos de sexo imposta pela World Boxing. O recurso foi protocolado na segunda-feira (1º) e visa permitir que Khelif participe do Mundial de Boxe de 2025 sem se submeter a esses testes.

Khelif, que já enfrentou polêmicas sobre seu gênero, foi excluída de competições internacionais, incluindo o Mundial de 2023, devido a alegações de que possui cromossomos XY. A nova política da World Boxing, que exige testes de gênero para todas as atletas acima de 18 anos, foi implementada em julho e já impediu a boxeadora de competir em eventos como a Copa de Eindhoven.

O CAS informou que ainda não há data definida para a audiência do caso, e que o pedido de suspensão da decisão da World Boxing foi negado. A boxeadora, que conquistou a medalha de ouro na categoria meio-médio em Paris, já havia sido alvo de ataques e desinformação, sendo chamada de “um homem que combate contra mulheres”.

Polêmica dos Testes de Gênero

A reintrodução dos testes genéticos para determinar o sexo biológico gerou debates acalorados sobre inclusão no esporte. A nova norma busca identificar mulheres sem o gene SRY, que indica masculinidade, e exclui atletas transgêneros e algumas mulheres intersexuais. A presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Kirsty Coventry, formou um grupo de trabalho para discutir diretrizes sobre o acesso à categoria feminina.

Khelif e sua colega taiwanesa, Lin Yu-ting, também campeã olímpica, foram afetadas por essa nova regulamentação. Enquanto Lin aceitou se submeter aos testes, Khelif optou por contestar a decisão, esperando que seu recurso possa abrir um debate mais amplo sobre a inclusão e a regulamentação de gênero no esporte.

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