- A Copa do Mundo de 2026 ocorrerá nos Estados Unidos, México e Canadá, com 48 seleções e 104 partidas.
- Um relatório indica que dez das dezesseis sedes já estão em risco devido ao calor extremo até 2050.
- O estudo “Campos em Perigo”, realizado por ONGs, aponta que quase noventa por cento dos estádios precisarão de adaptações para lidar com o calor.
- Treze estádios já registram dias com temperaturas acima de trinta e dois graus Celsius, exigindo pausas para hidratação.
- O relatório recomenda que a indústria do futebol busque emissões líquidas zero até 2040 e desenvolva planos de descarbonização.
A Copa do Mundo de 2026 será realizada em Estados Unidos, México e Canadá, com um formato inédito que inclui 48 seleções e 104 partidas. Um novo relatório alerta que este pode ser o último torneio sem adaptações climáticas urgentes, já que 10 das 16 sedes enfrentam alto risco de estresse térmico até 2050.
O estudo “Campos em Perigo”, elaborado pelas ONGs Football for Future, Common Goal e Jupiter Intelligence, revela que quase 90% dos estádios precisarão de adaptações para lidar com o calor extremo. Além disso, um terço das arenas pode enfrentar problemas de abastecimento de água, com a demanda superando a capacidade de fornecimento. O Arrowhead Stadium, em Kansas City, é uma das sedes que pode ser afetada.
Riscos Climáticos
O relatório também aponta riscos para as Copas de 2030 e 2034, além de analisar o impacto do aquecimento em campos de futebol de base. O campeão mundial espanhol Juan Mata destacou a urgência da crise climática, mencionando inundações em Valência. A Copa do Mundo de Clubes, realizada nos EUA, já apresentou condições climáticas extremas, levando a FIFA a implementar pausas para resfriamento e hidratação.
Cerca de 14 dos 16 estádios da Copa de 2026 já ultrapassaram os limites de segurança para jogos em 2025 em pelo menos três aspectos: calor extremo, chuvas intensas e inundações. Treze estádios registram dias de calor que superam a marca de 32°C, exigindo pausas para hidratação.
Medidas Necessárias
O estudo recomenda que a indústria do futebol se comprometa com emissões líquidas zero até 2040 e desenvolva planos de descarbonização. Os organizadores devem criar fundos para adaptações climáticas. Uma pesquisa revelou que 91% dos torcedores nos países-sede desejam que a Copa de 2026 seja um modelo de sustentabilidade. Contudo, com o aumento do número de seleções e partidas, o evento pode se tornar o mais prejudicial ao clima até agora.
As mudanças climáticas estão ameaçando não apenas a Copa do Mundo de 2026, mas também o futuro do futebol. O relatório enfatiza que, sem ações imediatas, a realização do torneio em formato tradicional pode ser inviável.
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