- A UEFA anunciou que irá consultar jogadores e torcedores sobre a proposta de transferir jogos de campeonatos europeus para os Estados Unidos e Austrália.
- A decisão foi divulgada durante uma reunião do comitê executivo em Tirana, na Albânia.
- As federações da La Liga e da Serie A solicitaram a realização de partidas fora da Europa, mas a ideia enfrenta forte resistência.
- A Football Supporters Europe (FSE) se opõe à proposta, afirmando que o futebol europeu deve permanecer em seus estádios e comunidades.
- O presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, destacou a falta de flexibilidade legal para impedir a realização dos jogos, caso as federações concordem.
A UEFA anunciou que consultará jogadores e torcedores sobre a proposta de transferir jogos de campeonatos europeus para os Estados Unidos e Austrália. A decisão foi revelada durante uma reunião do comitê executivo em Tirana, na Albânia, nesta quinta-feira. As federações da La Liga e da Serie A solicitaram que partidas como Villarreal x Barcelona e Milan x Como fossem realizadas fora da Europa, mas a ideia enfrenta forte resistência.
O comitê da UEFA reconheceu a importância do tema e a necessidade de ouvir todas as partes interessadas antes de tomar uma decisão final. “Há inúmeras questões a serem resolvidas”, afirmou a entidade em comunicado. A Football Supporters Europe (FSE) expressou sua oposição à proposta, destacando que “o futebol europeu pertence aos nossos estádios, às nossas cidades, às nossas comunidades”.
A resistência à ideia de levar jogos para fora do continente é significativa. O presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, já havia mencionado que a entidade tem pouca flexibilidade legal para impedir a realização dos jogos, caso as federações concordem. A proposta é vista como uma violação da integridade da competição, com críticas também surgindo de autoridades esportivas e torcedores.
A FSE, que representa mais de 430 grupos de torcedores de 25 países, reiterou sua posição contrária, considerando a proposta uma “aberração”. O comissário europeu de Esportes, Glenn Micallef, também se manifestou, classificando a ideia como uma “traição” aos torcedores. A UEFA, ao adiar a decisão, busca evitar um confronto legal, ciente da falta de legislação clara sobre o assunto.
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