- A proposta de transferir o jogo entre Villarreal e Barcelona para Miami ainda não tem decisão final.
- A UEFA analisou a solicitação da Federação Espanhola de Futebol (RFEF) em reunião em Tirana, mas não se posicionou.
- O jogo está agendado para dezembro, antes do recesso de fim de ano.
- A RFEF apoia a ideia, enquanto o Real Madrid e a Associação de Futebol (AFE) se opõem, citando preocupações sobre a competitividade.
- O presidente da UEFA, Aleksander Čeferin, expressou ceticismo, afirmando que o futebol deve ser jogado na Europa e que os torcedores devem ter acesso aos jogos em seus países.
A proposta de transferir o jogo entre Villarreal e Barcelona para Miami continua sem uma decisão final. A UEFA analisou a solicitação da Federação Espanhola de Futebol (RFEF) durante reunião em Tirana, mas não se posicionou. O jogo está marcado para dezembro, antes do recesso de fim de ano.
A RFEF não se opôs à ideia, ao contrário de clubes como o Real Madrid e o sindicato de jogadores, a AFE, que expressaram preocupações sobre a competitividade. O presidente da AFE, David Aganzo, afirmou que se não houver mais informações, a oposição à partida em Miami será mantida.
Historicamente, essa não é a primeira tentativa de levar jogos da LaLiga para os Estados Unidos. Em 2018, o presidente da liga, Javier Tebas, tentou transferir um jogo entre Girona e Barcelona para o Hard Rock Stadium, mas a proposta foi barrada. Na época, o então presidente da RFEF, Luis Rubiales, argumentou que um jogo com sede local não poderia ser realizado fora do país.
Reações e Implicações
O presidente da UEFA, Aleksander Čeferin, mostrou-se cético em relação à proposta, destacando que o futebol deve ser jogado na Europa e que os torcedores devem ter acesso aos jogos em seus países. Ele ressaltou que a UEFA consultará todas as partes interessadas, incluindo os torcedores, antes de tomar uma decisão.
A FIFA já havia estabelecido um marco legal para a realização de partidas fora do território das ligas, mas alertou sobre possíveis impactos na competitividade e na segurança dos envolvidos. O governo espanhol também se manifestou, com a ministra de Educação, Pilar Alegría, defendendo que as competições nacionais devem ocorrer na Espanha.
A situação permanece indefinida, mas a expectativa é que a UEFA continue a discutir o tema, que representa um teste para o futuro do futebol em um cenário globalizado. A proposta de Tebas, que busca expandir a LaLiga para novos mercados, enfrenta resistência significativa, refletindo as tensões entre a comercialização do esporte e a preservação de suas tradições.
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