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Gestão esportiva em prática revela novo mapa de poder no futebol

Técnicos-gestores ganham espaço no futebol; comissões técnicas se multiplicam e a leitura de dados redefine funções e poder

Abel Ferreira recentemente admitiu mágoa com xingamentos da torcida (Foto: Ettore Chiereguini/AGIF)
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  • No Brasil, o técnico-gestor ganha espaço, comissões técnicas se expandem e surgem funções como Chief Scout e Chief Sports Officer para ligar o esporte ao mundo corporativo.
  • A ideia é unir gestão ao campo, adotando uma leitura de dados para orientar decisões e tornar a operação mais estratégica.
  • Abel Ferreira lembrou os xingamentos da torcida, destacando o vínculo emocional entre time e torcedores.
  • O mapa de poder muda: o diretor-executivo passa a ter papel mais tático, enquanto scout e análise de desempenho ganham importância, deslocando parte do poder dos treinadores tradicionais.
  • O futuro do futebol brasileiro aponta para profissionais multitarefas, as chamadas slash careers, com uso intensivo de dados e integração entre áreas para manter a competitividade.

No Brasil, a figura do técnico-gestor tem ganhado destaque no cenário do futebol, refletindo uma mudança significativa nas estruturas dos clubes. Comissões técnicas se expandem e novas funções, como Chief Scout e Chief Sports Officer (CSO), surgem para integrar o esporte a áreas corporativas. Essa evolução busca unir a gestão ao campo, promovendo uma abordagem mais estratégica.

Recentemente, o técnico Abel Ferreira trouxe à tona o impacto emocional que sua relação com a torcida pode ter. Ele relembrou os xingamentos que recebeu em momentos difíceis, sublinhando o vínculo intenso entre o time e seus torcedores. Essa conexão revela a nova dimensão de poder que os treinadores exercem, não apenas como líderes em campo, mas também como gestores e comunicadores.

O Novo Mapa de Poder

A transformação nas funções dentro dos clubes é evidente. O diretor-executivo, por exemplo, está reassumindo um papel mais tático, enquanto os departamentos de scout e análise de desempenho se tornam cruciais. Essa mudança resulta na ascensão dos Chief Scouts, que trazem dados e tecnologia para o processo decisório, deslocando parte do poder dos treinadores tradicionais.

A figura do CEO, por sua vez, foca em negócios e governança, mas frequentemente se vê atraído pela visibilidade do futebol. Em alguns casos, isso leva a interferências em decisões que deveriam ser de competência exclusiva dos profissionais do futebol. A falta de clareza sobre os papéis dentro dos clubes ainda persiste, com a percepção pública centrada em personagens, não em estruturas.

O Futuro do Futebol

O futuro do futebol brasileiro aponta para a valorização de profissionais multitarefas, que conseguem transitar entre o campo e a gestão. As *slash careers* são cada vez mais reconhecidas, pois o mercado demanda indivíduos que compreendam tanto o jogo quanto o negócio. A integração entre as áreas é essencial, e a leitura de dados se torna um diferencial para decisões estratégicas.

A necessidade de um profissional completo, capaz de unir o humano ao técnico, será fundamental para a competitividade. O futebol do futuro poderá pertencer menos aos especialistas e mais aos integradores, que compreendem a complexidade desse universo.

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