- A crise no Avaí Kindermann ganhou atenção em vinte e um de outubro de dois mil e vinte e cinco, quando o elenco feminino divulgou nota denunciando quatro meses de salários atrasados, alimentação inadequada e falta de materiais de higiene, com pagamentos pendentes desde julho.
- Salários de abril foram pagos em três parcelas; maio, em duas partes, com a última em julho; desde então não houve pagamento, totalizando quatro meses sem remuneração.
- A situação é agravada por um transfer ban da FIFA, que impede o registro de novas jogadoras por pendências financeiras.
- O Avaí Kindermann já foi referência no futebol feminino de Santa Catarina, mas enfrenta pressão crescente das jogadoras, que ameaçam não entrar em campo se a regularização não ocorrer.
- A assessoria do Avaí Kindermann não foi localizada para comentar até o fechamento desta matéria, e as informações devem avançar conforme a crise se aprofunda.
A crise no Avaí Kindermann se intensificou nesta terça-feira, 21 de outubro de 2025, com o elenco feminino divulgando uma nota que denuncia quatro meses de salários atrasados, além de alimentação inadequada e falta de materiais de higiene. A situação se arrasta desde julho, agravando um problema já conhecido, que foi revelado pelo Lance em agosto, quando o clube prometeu regularizar os pagamentos, mas não cumpriu.
O cenário atual é ainda mais complicado com um transfer ban imposto pela FIFA, que impede o registro de novas jogadoras devido a pendências financeiras. Este bloqueio agrava as dificuldades do clube, que já foi referência no futebol feminino em Santa Catarina, mas agora enfrenta uma das maiores crises de sua história.
As jogadoras, que foram contratadas em fevereiro, relataram que o salário de abril foi pago em três parcelas, sendo a última em junho. O pagamento de maio foi feito em duas vezes, com a última parte em julho. Desde então, não houve pagamento, resultando em quatro meses sem remuneração. Mesmo diante dessa situação, o elenco continuou a treinar e a participar do Campeonato Catarinense Feminino.
Condições precárias
A nota das atletas destaca que a alimentação tem sido insuficiente e não atende às necessidades de atletas de alto rendimento. As jogadoras afirmam que não têm recursos nem para adquirir materiais de higiene pessoal. O clube, que já disputou todos os nove jogos da competição e chegou à final, enfrenta agora uma pressão crescente por parte das atletas, que ameaçam não entrar em campo caso a situação não seja regularizada.
A assessoria do Avaí Kindermann não foi localizada para comentar o assunto até o fechamento desta matéria. A expectativa é que novas informações sejam divulgadas em breve, à medida que a crise se aprofunda e a pressão sobre a diretoria aumenta.
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