- O Flamengo apresentou propostas à Confederação Brasileira de Futebol para a criação do Sistema de Sustentabilidade do Futebol (SSF), visando governança e responsabilidade fiscal no futebol brasileiro.
- Defende regras mais rigorosas para clubes em recuperação judicial, controle total de custos e eliminação de brechas contábeis.
- Propõe indicadores de caixa mínimo, limites em transações entre partes relacionadas, ratings de governança e sanções como perda de pontos.
- Sugeriu o Teste de Proprietários e Dirigentes e a proibição de gramados artificiais, citando desequilíbrios financeiros e riscos à saúde dos atletas; o presidente Luiz Eduardo Baptista participou das falas e destacou a necessidade de um arcabouço comum.
- Reafirmou compromisso com o SSF, destacando transição e punições durante a temporada e lembrando a reestruturação financeira do clube desde 2012, para fortalecer a competição no país.
O Clube de Regatas do Flamengo apresentou um conjunto de propostas à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) visando a criação do Sistema de Sustentabilidade do Futebol (SSF), um modelo de fair play financeiro. O clube, coordenado por Marcos Motta, busca aprimorar a governança e a responsabilidade fiscal no futebol nacional.
Entre as principais propostas, o Flamengo defende regras mais rigorosas para clubes em recuperação judicial, controle total de custos e a eliminação de brechas contábeis. Além disso, sugere a criação de indicadores de caixa mínimo e limites em transações entre partes relacionadas. O clube também propõe a adoção de ratings de governança e sanções, como a perda de pontos, para clubes que não cumprirem as normas.
Propostas de Governança
O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, destacou a importância de um arcabouço comum para todos os clubes. Ele enfatizou que a aplicação de punições deve ser imediata, com penalidades como perda de pontos e rebaixamento em casos de reincidência. O Flamengo também propõe um “Teste de Proprietários e Dirigentes” para garantir a idoneidade e a capacidade financeira dos gestores.
A proibição de gramados artificiais em competições profissionais é outra sugestão, com o argumento de que a manutenção desigual desses campos gera desequilíbrios financeiros e riscos à saúde dos atletas. O Flamengo ressaltou sua trajetória de reestruturação financeira, lembrando que, em 2012, o clube tinha dívidas que superavam três vezes seu faturamento anual.
Compromisso com a Sustentabilidade
O Flamengo reafirmou seu compromisso em participar ativamente das discussões sobre o SSF, elogiando a iniciativa da CBF. O clube considera que a implementação de um sistema eficaz de governança é essencial para fortalecer o futebol brasileiro. A proposta inclui mecanismos de transição e punições durante a temporada, garantindo que os clubes sejam avaliados continuamente e não apenas ao final do ano.
O Flamengo acredita que a reestruturação e a sustentabilidade financeira são fundamentais para o equilíbrio e a competitividade do futebol nacional. A participação ativa do clube nas discussões sobre o SSF visa criar um ambiente mais justo e responsável no esporte.
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