- Vasco da Gama mantém parceria com a SOD Capital para vender cerca de 250 mil metros quadrados de potencial construtivo de São Januário, o equivalente a ~90% do total, com valor estimado em R$ 500 milhões.
- O prazo inicial para a conclusão da negociação terminou na sexta-feira (12), mas as partes continuam alinhadas; Renato Brito afirmou que o clube pode flexibilizar o prazo se necessário.
- Os recursos ficarão em uma conta específica, com fiscalização da Prefeitura do Rio e do clube, para garantir que sejam investidos apenas no projeto de reforma de São Januário e na revitalização do entorno.
- Pela legislação, 100% do valor obtido deve ser investido no estádio; há uma lei complementar que permite transferir o direito de construir para outras regiões com maior capacidade imobiliária, como Barra da Tijuca e Zona Norte.
- Investidores compram o direito de construir e os recursos arrecadados vão exclusivamente para a modernização de São Januário, sem destinação para dívidas ou salários.
O Vasco da Gama mantém as tratativas com a SOD Capital para vender a maior parte do potencial construtivo de São Januário. O prazo inicial para a conclusão da transação venceu na sexta-feira, 12 de dezembro, mas as partes seguem em acordo.
Segundo vice-presidente geral do Clube, Renato Brito, o Vasco pode flexibilizar o prazo para atender o parceiro. A posição foi reafirmada durante o Lance! Talks – Rio, em 18 de novembro, no Palácio Pedro Ernesto, quando ele destacou o compromisso com os parceiros.
A operação envolve cerca de 250 mil metros quadrados de potencial construtivo, o que representa aproximadamente 90% do total disponível, com valores estimados em torno de R$ 500 milhões. O dinheiro será dirigido a reformas de São Januário e à revitalização do entorno.
Detalhes do acordo e governança dos recursos
O Vasco ficará obrigado a manter uma conta específica para a gestão dos recursos, sujeita à fiscalização da Prefeitura do Rio e de órgãos internos do clube. A prática impede o uso dos valores para pagamento de dívidas ou salários, garantindo aplicação integral no projeto do estádio.
O direito de construir transferível pode ser aplicado em áreas com maior capacidade de absorção imobiliária, como Barra da Tijuca e Zona Norte, conforme lei complementar aprovada. Investidores compram esse direito, enquanto 100% do valor obtido deve ser investido no estádio.
A expectativa interna é de conclusão da transação, mantendo o vínculo com a SOD Capital. A cobertura das informações acompanha o andamento do negócio, sem previsão de anúncio imediato. A reportagem continuará acompanhando o tema.
Entre na conversa da comunidade