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MP pede abertura de inquérito sobre venda ilegal de camarotes no SP

MP pede inquérito para investigar venda clandestina de camarotes no Morumbi; aponta corrupção privada do esporte e coação no processo

Douglas Schwartzmann coordenava as categorias de base em Cotia (Foto: Arquivo Lance!)
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  • O Ministério Público de São Paulo pediu a abertura de inquérito policial para apurar áudios que citam Douglas Schwartzmann, dirigente das categorias de base do São Paulo, e Mara Casares, ex-esposa do presidente Julio Casares, em suposto esquema de venda clandestina de ingressos de camarote no Morumbi.
  • O promotor José Reinaldo Guimarães Carneiro aponta crimes potenciais de corrupção privada do esporte (articulação de interesses privados em detrimento do clube) e coação no curso do processo, a partir das gravações.
  • Os dois seguem afastados de seus cargos e o inquêrito deve ouvir as pessoas envolvidas e coletar provas.
  • O São Paulo abriu também uma sindicância para apurar os áudios vazados e o suposto esquema de comercialização de camarotes no estádio Morumbi.
  • No ambiente político, o clube enfrenta movimentações internas em meio ao período eleitoral que se aproxima, com as eleições previstas para 2026.

O Ministério Público de São Paulo pediu a abertura de um inquérito policial para investigar áudios vazados que citam Douglas Schwartzmann, dirigente das categorias de base, e Mara Casares, ex-esposa do presidente do clube, Julio Casares. O caso envolve suposto esquema de venda clandestina de ingressos de camarote no Morumbi.

O MP, sob responsabilidade do promotor José Reinaldo Guimarães Carneiro, encaminhou ao inquérito a descrição de crimes possíveis, com base nas gravações. A investigação pode seguir dependendo das diligências que o delegado responsável determinar.

Segundo o promotor ao ge, o crime principal apontado seria corrupção privada do esporte, previsto na Lei Geral do Esporte de 2023, envolvendo a manipulação de interesses privados contra o patrimônio do clube. Um segundo crime em análise seria coação no curso do processo, por suposta intimidação para retirar ações judiciais.

Caso haja continuidade, o inquérito deve ouvir os envolvidos e coletar provas adicionais para esclarecer as circunstâncias do caso.

Sindicância instaurada pelo São Paulo

O São Paulo Futebol Clube abriu uma sindicância para apurar os áudios vazados, nos quais Schwartzmann e Casares aparecem citados como parte de um suposto esquema. A operação interna busca verificar condutas que possam violar normas administrativas do clube.

A instituição sinaliza que a apuração não se restringe a aspectos esportivos e envolve aspectos disciplinares internos. O clube não informou data de conclusão nem eventuais medidas adicionais.

Em meio a movimentação política recente, o clube reforça que investiga qualquer irregularidade para manter a governança e a transparência. O processo pode ter desdobramentos institucionais conforme os resultados das apurações.

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