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Com Fair Play Financeiro, clubes deverão rever folha de pagamento

Fair Play Financeiro começa em 1º de janeiro de 2026, limitando gastos à arrecadação; até três anos para resolver pendências e sanções escalonadas

Com regras de transição, Fair Play Financeiro passa a vigorar em janeiro de 2026 (Foto: Marcio Dolzan/Lance!)
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  • O Sistema de Sustentabilidade Financeira, conhecido como Fair Play Financeiro, passa a vigorar em 1º de janeiro de 2026, e os clubes não poderão gastar mais do que arrecadam.
  • Há prazo de até três anos para resolver pendências, com punições que vão de advertência à proibição de novos negócios, e as dívidas consideradas são as criadas até o fim de 2025.
  • O aporte privado em clubes que se tornam SAFs é permitido para cobrir déficits, como uma forma de manter o equilíbrio financeiro.
  • Nove dos vinte clubes da Série A de 2026 já tinham contrato com a consultoria BDO, entre eles Athletico-PR, Atlético-MG, Botafogo, Bragantino, Coritiba, Fluminense, Internacional, Palmeiras e Vasco.
  • O modelo deve levar a redução de gastos, principalmente na folha de pagamento, podendo impactar resultados esportivos, especialmente em clubes menos estruturados financeiramente; SAFs podem enfrentar maior desafio diante de clubes bem geridos.

O novo Sistema de Sustentabilidade Financeira, conhecido como Fair Play Financeiro, entra em vigor em 1º de janeiro de 2026. A regra estabelece que clubes da elite não poderão gastar mais do que arrecadam, com um prazo de até três anos para regularização de pendências. A medida prevê punições que vão de advertência à proibição de novos negócios.

A análise do cenário aponta que a consolidação envolve clubes da Série A 2026, com a BDO atuando como consultoria e auditoria para vários times. Nove dos 20 clubes do campeonato estão sob contrato com a empresa, entre eles Athletico-PR, Atlético-MG, Botafogo, Bragantino, Coritiba, Fluminense, Internacional, Palmeiras e Vasco.

Segundo o consultor Carlos Aragaki, o endurecimento vale apenas para dívidas acumuladas até o fim de 2025. Dívidas com jogadores, clubes e tributos entram na lista de restrições a partir de 2026, e o cumprimento é monitorado pelo comitê do Fair Play.

As sanções começam com advertência e podem evoluir para a proibição de novos negócios, caso haja descumprimento repetido. Aragaki destaca que a avaliação envolve balanços do ano anterior, embora nem todos dessem notas explicativas completas, o que dificulta o retrato fiel da situação.

Um efeito imediato apontado pelo especialista é a redução dos gastos com a folha de pagamento. Ele afirma que clubes com gestão sólida já mantêm equilíbrio de caixa, orçamento e fluxo de caixa adequado para contratar sem comprometer dívidas. Em contrapartida, equipes com gestão menos estruturada podem enfrentar maior pressão para ajuste.

Sobre o papel das SAFs, o especialista indica que o sistema viabiliza aporte privado para cobrir déficits, sem punição inicial. Exemplo citado: déficits de determinado valor podem receber capital externo para manter o fair play, desde que fique demonstrado o equilíbrio financeiro no longo prazo.

Desdobramentos e perspectivas

A adoção do Fair Play Financeiro tende a alterar o cenário competitivo, privilegiando clubes com gestão já consolidada e criando espaço para que investimentos externos cubram déficits. A implementação completa depende do cumprimento das novas regras a partir de 2026 e da capacidade de supervisão dos órgãos responsáveis.

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