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Conselheiros do São Paulo protocolam discussão para impeachment de Casares

Conselheiros da oposição protocolam requerimento com 57 assinaturas para convocar reunião extraordinária e deliberar sobre a destituição de Julio Casares no São Paulo

Casares ainda não se pronunciou sobre o assunto (Foto: Reprodução)
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  • Conselheiros da oposição do São Paulo protocolaram, nesta terça-feira, um requerimento com 57 assinaturas para convocar uma reunião extraordinária visando discutir a destituição do presidente Julio Casares.
  • O documento, com vinte páginas, cita supostos “escândalos” que teriam comprometido a gestão e a administração do clube, incluindo questões envolvendo camarotes do Morumbi.
  • Entre os itens apontados estão a venda de camarotes ilegais, com participação de Mara Casares e Douglas Schwartzmann, além de polêmicas no departamento médico e alegações sobre venda de canetas emagrecedoras de forma irregular.
  • O material também aponta prejuízos financeiros, incluindo a alegação de que treze mil shows resultaram em recebimentos não declarados, e afirma que Casares autorizou cessões sem esclarecer os impactos.
  • Com 57 assinaturas, o presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, deve convocar a sessão em até trinta dias; para afastar Casares é preciso apoio de dois terços do conselho, e a destituição depende de ratificação em Assembleia Geral, com Harry Massis na linha de quem assume.

O grupo de conselheiros da oposição do São Paulo protocolou, na manhã desta terça-feira (23), um requerimento com 57 assinaturas para convocar uma reunião extraordinária. O objetivo é deliberar sobre a destituição e o mandato do presidente Julio Casares. O material, com 20 páginas, aponta supostos escândalos que, segundo o documento, prejudicam a gestão do clube.

O movimento é guiado pelo grupo de oposição chamado “Salve o Tricolor Paulista”. Entre as acusações estão a venda de camarotes no Morumbi com alegação de irregularidades e envolvimento de diretores, incluindo Mara Casares, ex-esposa de Julio Casares, e Douglas Schwartzmann. O texto cita ainda problemas no departamento médico e alegações de venda ilegal de itens usados por atletas.

Segundo o documento, houve prejuízos financeiros ao São Paulo em gestões anteriores, com exceção de 2022, quando houve superávit de R$ 37,5 milhões. O ganho foi atribuído a transações envolvendo ex-jogadores e clubes europeus, e não reflete a tendência dos exercícios seguintes, aponta o material.

A situação financeira é apresentada como indicativo de impactos na administração. O texto sustenta que existem negociações controversas e que o presidente foi informado de fatos que teriam autorizado. A reportagem não traz conclusão sobre a narrativa apresentada pelos signatários.

O que acontece a partir de agora?

Com as 57 assinaturas, Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo, é obrigado a convocar uma reunião extraordinária em até 30 dias. Para afastar Casares, é necessário o apoio de dois terços dos votos do conselho. A destituição depende, ainda, de ratificação em Assembleia Geral, com a participação dos sócios.

Caso o processo siga adiante, o substituto imediato seria Harry Massis, vice-presidente do São Paulo. Não há indicação de renúncia por parte de Casares no momento.

Da lista, 44 assinaturas pertencem ao grupo oposicionista; 13 são de membros da situação. As eleições do clube estão previstas para 2026, com as chapas já previstas para o primeiro semestre do próximo ano.

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