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Conselho de São Paulo agenda votação de impeachment de Casares

Conselho Deliberativo do São Paulo reúne-se em 16 de janeiro para votar impeachment de Júlio Casares, com 75% de apoio necessário e votação presencial secreta

Julio Casares, presidente do São Paulo
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  • Conselho Deliberativo do São Paulo marcou para 16 de janeiro uma reunião extraordinária que pode afastar o presidente Júlio Casares.
  • Para o impeachment, é necessário apoio de 75% dos 191 conselheiros aptos, tornando o quórum alto para a votação.
  • A votação será presencial e secreta, com duração máxima de duas horas, e os conselheiros poderão consultar documentos relacionados ao processo.
  • Uma convocação anterior, marcada para 14 de janeiro, foi cancelada; apenas a sessão de 16 de janeiro vale conforme o novo edital.
  • O pedido de afastamento foi feito pela oposição, ligado a um escândalo envolvendo a venda ilegal de um camarote no Morumbi; o Conselho Consultivo chegou a recomendação contrária ao impeachment, mas a votação permanece.

O Conselho Deliberativo do São Paulo marcou uma reunião extraordinária para o dia 16 de janeiro, que pode resultar no afastamento da presidência de Júlio Casares. O encontro será presencial e secreto, com duração máxima de duas horas, conforme edital publicado nesta quinta-feira (8).

Ao todo, 191 conselheiros estão aptos a votar. Para aprovar o impeachment, é necessária maioria de 75% dos votos, o que eleva o quórum exigido e o peso político da decisão. A convocação ocorreu a pedido de Casares e foi acatada pelo presidente do Conselho.

O edital também cancelou a convocação anterior para 14 de janeiro. Os conselheiros poderão consultar documentos do pedido de destituição tanto em formato digital quanto impresso antes do início da votação.

Entenda a crise

O pedido de afastamento foi apresentado por conselheiros da oposição, ligados ao grupo Movimento Salve o Tricolor Paulista. A denúncia envolve a venda ilegal de um camarote no Morumbi durante shows, com menções a participação de Douglas Schwartzmann e Mara Casares.

Antes da convocação, o Conselho Consultivo — composto por ex-presidentes como Leco e Carlos Aidar, além de Júlio Casares — avaliou as provas. O grupo informou não existir evidência direta que comprove responsabilidade do presidente no esquema.

Apesar da avaliação, o Conselho Deliberativo manteve a votação. O resultado depende da maioria dos votos dos conselheiros, com votação secreta. Se o quórum não for atingido, o processo pode ser arquivado.

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