- Integrantes do Conselho Deliberativo do São Paulo aprovaram o impeachment de Julio Casares por 188 votos a favor, 45 contrários e 2 em branco, na noite desta sexta-feira, no Morumbi.
- Casares deverá ser afastado até a Assembleia Geral dos sócios, que poderá confirmar ou rejeitar a decisão; Olten Ayres tem prazo de 30 dias para convocar a assembleia.
- O vice-presidente Harry Massis Júnior, de 80 anos, assume a presidência de forma provisória até a decisão final.
- Caso o impeachment seja confirmado em definitivo, Massis permanece no cargo até o fim do ano, quando haverão novas eleições; se não, Casares retorna ao cargo.
- A votação ocorreu sob protestos de torcedores na proximidade do estádio, com faixas pedindo a saída de Casares.
O Conselho Deliberativo do São Paulo aprovou o impeachment do presidente Julio Casares por 188 votos a favor, 45 contrários e 2 em branco, em votação realizada na noite desta sexta-feira no Morumbi. O processo envolve um suposto esquema de comercialização irregular de camarotes durante shows no estádio.
Casares pode ser afastado até a Assembleia Geral dos sócios. Olten Ayres, atual presidente do Conselho, terá 30 dias para convocar o encontro. Enquanto isso, Harry Massis Júnior, vice-presidente, assume a presidência de forma provisória.
O contexto da denúncia remonta a dezembro do último ano, quando veio à tona o suposto esquema de venda de camarotes do Morumbi. A investigação envolve também outros funcionários do clube, como Douglas Schwartzmann e Mara Casares, ex-esposa do presidente, além de intermediários ligados às operações.
Desdobramentos jurídicos e políticos
Os áudios apresentados apontam que o camarote 3A, conhecido como sala da presidência, foi repassado a uma intermediária que explorava o espaço durante shows, como o da cantora Shakira. Ingressos teriam sido vendidos por até R$ 2,1 mil, com faturamento estimado em R$ 132 mil para aquela apresentação.
Adriana Prado, empresária ligada à operação, moveu ação na Justiça contra uma parceira do clube após o suposto extravio de um envelope com ingressos. O caso também gerou boletim de ocorrência e pressões para que a ação fosse encerrada, segundo os registros apresentados.
A investigação envolve declarações de envolvidos nos camarse, bem como relatos de que houve obtenção de ganhos financeiros com a cessão de camarotes. Mara Casares aparece em registros como figura envolvida na gestão do espaço e na defesa de interesses do clube.
Próximo passo para o clube
Caso a assembleia aprovar o impeachment, Massis permanecerá como presidente até o fim do ano, com novas eleições previstas para o término do mandato. Se não houver confirmação definitiva, Casares retornará ao cargo. A decisão final depende do resultado da votação entre os sócios.
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