- Senegal derrotou o Marrocos na final da Copa Africana, tornando-se campeão pela segunda vez e encerrando o sonho do anfitrião.
- Brahim Díaz, artilheiro do torneio com cinco gols, perdeu o pênalti no final que poderiadar o título ao Marrocos e chorou ao receber o troféu de artilheiro.
- A partida teve decisões controversas de arbitragem: gol anuladopelo Senegal e pênalti marcado a partir de revisão do VAR, provocando revolta de parte da equipe marroquina.
- O técnico Walid Regragui foi questionado pela imprensa sobre seu possível afastamento; ele destacou o pesar pela decepção e pediu que o time siga em frente.
- Com cinco meses até a estreia na Copa do Mundo contra o Brasil, no dia 13 de junho, em Nova Jérsei, o Marrocos busca se reerguer.
O final da Copa Africana de Nações foi marcado por caos, polêmicas e uma derrota que pegou de surpresa os donos da casa. Senegal venceu Marrocos em Rabat em final surrealista, com pênalti marcado nos acréscimos que provocou revolta entre os marroquinos. O título ficou com os senegaleses, segundo título do país na competição.
A atuação de Marrocos ganhou contornos dramáticos após decisões controversas da arbitragem. O gol de Ismaila Sarr foi anulado aos 47 minutos do segundo tempo por falta de Abdoulaye Seck em Hakimi, segundo o árbitro. Aos 50 minutos, Brahim Díaz teve pênalti após contato com Malick Diouf; o lance foi revisado pelo VAR e o penal foi marcado, gerando revolta entre os jogadores marroquinos.
Brahim Díaz, artilheiro da competição com cinco gols, desperdiçou a cobrança efetuada com uma cavadinha que deixou dúvidas sobre a intenção. O atacante do Real Madrid saiu de campo irritado, sendo substituído aos oito minutos da prorrogação. Aos 54 minutos da prorrogação, Pape Gueye anotou o gol que consolidou o título para Senegal.
A cena fora de campo também chamou atenção. O técnico Walid Regragui foi questionado sobre deixar o cargo em coletiva de imprensa, após a derrota, e não respondeu objetivamente. Em campo, a reação de Sadio Mané, capitão do Senegal, ajudou a manter a equipe no ritmo para retornar ao gramado e retomar o jogo.
Brahim Díaz brilhou ao longo da Copa, após abandonar a seleção espanhola para representar o Marrocos. O camisa 10, que nasceu na Espanha, consolidou seu status com gols em todas as fases até as quartas, mas o pênalti perdido acabou se tornando o momento mais marcante do torneio para o jogador de 26 anos.
O desfecho deixa o Marrocos sem rumo cinco meses antes da estreia na próxima Copa do Mundo, marcada para 13 de junho, contra o Brasil, na abertura do Grupo C, em Nova Jersey. A população e a imprensa do país esperavam o título como coroação de uma fase de protagonismo no continente.
Quatro lances vão ficar na memória da final: o gol anulado de Senegal aos 47 minutos do segundo tempo, o pênalti marcado aos 50 minutos, a cobrança perdida por Díaz e o gol decisivo de Pape Gueye aos 54 minutos da prorrogação. A decisão terminou com a taça para Senegal, em uma das finais mais polêmicas da história da competição.
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