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Bilionário jogador Tony Bloom nega dever milhões a ex-colega

Tony Bloom admite apostas milionárias feitas pelas contas de George Cottrell, na disputa judicial sobre ganhos com o ex-colaborador

Tony Bloom, owner of Brighton & Hove Albion.
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  • Tony Bloom, dono do Brighton & Hove Albion, confirma que o seu syndicate fez apostas de milhões através das contas do assessor de Reform UK, George Cottrell.
  • O documento judicial mostra que havia um acordo de repartição de ganhos, com o syndicate recebendo sessenta por cento e Dudfield e Cottrell beneficiando-se juntos de quarenta por cento; Dudfield afirma ter direito a cerca de US$ 17,5 milhões.
  • Bloom alega que, em julho de 2023, houve um pagamento de 60 mil libras para encerrar possíveis reivindicações de Dudfield, que já havia saído em dezembro de 2022.
  • Na defesa, Bloom diz que o syndicate continuou a apostar até outubro de 2025, somando mais 2,4 milhões de dólares em ganhos líquidos; Dudfield não teria direito a nova parcela, a não ser se Cottrell pagasse.
  • Os documentos indicam uso de várias contas de terceiros para as apostas, com Bloom contestando a existência de prática padrão e afirmando que muitas apostas não dependiam de contas exóticas.

O dono do Brighton & Hove Albion confirmou que seu sindicato realizou apostas de milhões de libras por meio das contas do assessor de Reform UK, George Cottrell. A revelação consta de um documento apresentado ao tribunal superior pelo empresário Tony Bloom.

Segundo o mesmo documento, Bloom, Cottrell e um ex-funcionário, Ryan Dudfield, tinham um acordo para dividir os ganhos obtidos com as apostas. Bloom afirma que Dudfield, que processa Bloom e o sindicato, não tem direito a qualquer parcela adicional.

Bloom sustenta que Dudfield recebeu um pagamento de 60 mil libras em julho de 2023 para encerrar reivindicações, após já ter saído de sua posição em dezembro de 2022. O empresário afirma que não havia obrigação de pagar mais e que Dudfield deveria dirigir-se a Cottrell.

Disputa entre Bloom, Dudfield e Cottrell

A ação envolve valores potencialmente elevados, com Dudfield alegando que continua a ter direito a cerca de 13,1 milhões de libras (aprox. 17,5 milhões de dólares). A defesa de Bloom aponta que o acordo contemplava a gestão de apostas por meio de contas de Cottrell, descritas como uma conta de hedge.

O histórico das apostas revela que, segundo a defesa, o sindicato obteve ganhos líquidos de cerca de 3,7 milhões de dólares entre agosto e dezembro de 2022. Alega ainda que as apostas continuaram até outubro de 2025, somando novos lucros na casa de milhões.

Bloom afirma que não havia qualquer obrigação de Dudfield no acordo a partir de 2023, e que, se houver dívidas, couberia a Cottrell quitá-las. A defesa também discute quem tinha direito a quais percentuais de participação no esquema.

A documentação indica o uso de várias contas, inclusive com terceiros, para realizar apostas, mas sem caracterizar a prática como secreta. Bloom admite que a operação gerou barreiras de informação entre áreas, sem confirmar a existência de uma prática padrão.

O caso envolve ainda questões sobre a abrangência do acordo entre Dudfield, Cottrell e Bloom e se ele cobria as múltiplas contas operadas por terceiros. Dudfield afirma que o acordo encerrou-se em 2022, enquanto Bloom sustenta que as apostas continuaram por anos após esse período.

Dudfield e Bloom não ofereceram comentários oficiais sobre o andamento do processo, que tramita na Justiça britânica. A defesa de Cottrell afirmou que não comentararia o caso publicamente, por ser parte que não está diretamente envolvida nos procedimentos.

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