- John Textor afirma ter engatilhado 50 milhões de dólares para capital de giro e dívidas urgentes do Botafogo, incluindo a dívida com o Atlanta pela compra de Thiago Almada.
- Thairo Arruda se recusa a assinar os moldes apresentados por Textor, considerando o acordo arriscado e sem respaldo contratual de participação de investidores nas ações da SAF.
- A proposta previa uso de investidores com participação futura na SAF e garantia por juros altos e venda de ativos; a Justiça do Rio de Janeiro emitiu agravo impedindo vendas de ativos da SAF.
- Textor continua no comando do Botafogo por liminar de 2025 que congela mudanças societárias; a Ares Management atua para excluir o americano da gestão, enquanto Eagle Bank e credores disputam controle.
- O Botafogo Social detém 10% das ações da SAF; ainda não há movimento para derrubar a liminar ou mudar o comando atualmente.
O conflito entre John Textor, dono da SAF do Botafogo, e Thairo Arruda, CEO da gestão, ganha contornos internos em meio à crise do clube. A discussão central envolve um possível aporte financeiro prometido para esta semana.
Textor afirma ter mobilizado 50 milhões de dólares para capital de giro e dívidas urgentes, incluindo o débito com o Atlanta United pela compra de Thiago Almada, que gerou o transfer ban. A discordância aparece em como esse aporte seria incorporado à SAF.
Arruda não assinou os termos apresentados por Textor, segundo apurou o Lance!. Para o CEO, a operação apresentaria riscos significativos, com possibilidade de agravamento da crise. A proposta envolvia a participação futura de investidores nas ações da SAF, via uma parceira chamada GDA Luma.
A negociação revela divergência entre as partes sobre contratos e garantias. No papel, haveria juros altos e venda de ativos como garantia. Nesta quinta-feira, a Justiça do Rio de Janeiro manteve a suspensão de qualquer venda de ativos da SAF após ação do clube social.
Textor permanece no comando, respaldado por uma liminar de 2025 que impede mudanças societárias na SAF. O confronto envolve ainda Ares Management, que atua para afastar Textor da gestão ao controlar a Eagle após cláusula de segurança.
O Botafogo Social detém 10% das ações da SAF, e não há sinal de nova ação para derrubar a liminar neste momento. A batalha entre Textor e Arruda deve se intensificar nos próximos dias, com a Ares buscando consolidar sua influência na gestão do clube.
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