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Barcelona gasta mais de R$ 24 milhões em uniformes guardados em armazém

Barcelona guardou em armazém cerca de trezentas mil peças de confecção própria, investindo cerca de quatro milhões de euros durante a disputa com a Nike

Camisas de Messi e Neymar na loja do Barcelona — Foto: Ivan Raupp
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  • O Barcelona gastou cerca de 4 milhões de euros (aproximadamente R$ 24,68 milhões) na produção de cerca de 300 mil uniformes oficiais guardados em armazém sem terem sido usados.
  • As peças, produzidas no fim de 2024, abrangiam itens para as categorias profissional e de base, além de outras modalidades do clube, como basquete, rúgbi, vôlei e hóquei sobre grama.
  • A iniciativa ocorreu durante as negociações com a Nike para renovação do patrocínio, funcionando como plano B caso o acordo não fosse fechado.
  • Os uniformes foram criados pela Bilhub Tech, ligada ao Barça Innovation Hub, com logotipo do clube e etiqueta autoral; o preço de venda para a torcida chegou a 89 euros.
  • Em dezembro de 2024, Barcelona e Nike anunciaram a renovação do contrato até 2038, em cerca de 50 milhões de euros, o que colocou em foco as camisas guardadas.

O Barcelona gastou cerca de 4 milhões de euros (aproximadamente R$ 24,7 milhões) para produzir cerca de 300 mil uniformes oficiais que ficaram armazenados em um armazém industrial sem serem usados. A encomenda ocorreu no fim de 2024, abrangendo as modalidades profissional e de base, além de outras equipes como basquete, rúgbi, vôlei e hóquei sobre grama.

A operação ocorreu em meio a uma disputa para renovação de patrocínio com a Nike. O clube buscava manter o estoque de uniformes caso as negociações com a fornecedora não se concretizassem. A produção foi realizada com logotipo da Bilhub Tech, associada ao Barcelona Innovation Hub.

Contexto da negociação com a Nike

A relação entre Barça e Nike estava sob avaliação, com o clube buscando retomar direitos de venda online e outros termos. Mesmo assim, a Nike acabou renovando o acordo em dezembro de 2024, até 2038, em um contrato avaliado em 50 milhões de euros.

Desdobramentos da encomenda

A decisão de produzir com identidade própria surgiu durante as tratativas, visando evitar desabastecimento de uniformes. As peças foram criadas com etiqueta autoral do clube, sem uso até o momento. A expectativa era atender torcedores e atletas do elenco multiesportivo.

Impacto financeiro e operacional

Especialistas apontam que o custo de produção ficou registrado no orçamento do clube, sem retorno direto de venda. A operação gerou questionamentos sobre gestão de estoque e planejamento de suprimentos para a temporada seguinte.

Situação atual

Com a renovação do contrato com a Nike, a expectativa é de regularizar o fornecimento de materiais e reduzir distâncias entre estoque e demanda. A retomada do padrão de fornecimento externo tende a normalizar a logística de uniformes.

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