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Reforma tributária afeta remunerações de jogadores de futebol

Nova alíquota de dez por cento sobre direitos de imagem acima de cinquenta mil reais mensais entra em vigor em duas mil e vinte e seis, elevando a tributação de jogadores de alta renda

Novas regras da reforma tributária impactam jogadores de futebol (Foto: Arte/Lance!)
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  • Em 2026 entrou em vigor a reforma tributária, com mudanças que afetam a tributação de jogadores de futebol.
  • Quem recebe acima de R$ 50 mil mensais em direitos de imagem passa a ter tributação de 10% na fonte (DARF), parte de novas regras para pessoas físicas e jurídicas.
  • A nova norma cria o Imposto Mínimo para Alta Renda (IRPFM) para quem ganha mais de R$ 600 mil por ano.
  • Os atletas costumam receber salário na pessoa física e direitos de imagem pela pessoa jurídica; até este ano, o rendimento pela PJ não era tributado, mas passa a ser.
  • Estima-se que 141 mil contribuintes serão impactados, o que representa menos de 1% da população, e a mudança não deve alterar significativamente negociações entre clubes e jogadores.

Quem ganha acima de 50 mil reais mensais em direitos de imagem passa a se enquadrar em uma nova alíquota de imposto a partir de 2026, com cobrança na fonte. A mudança faz parte da Lei 15.270/2025, que altera aspectos da reforma tributária e afeta atletas que recebem por meio de pessoas jurídicas (PJ).

A informação foi apurada pelo Lance!, com especialistas do setor. O foco está na transição de tratamento entre renda recebida como pessoa física e como pessoa jurídica, ampliando o peso da tributação para quem recebe mais. A nova regra prevê 10% de tributação na fonte para PJ acima de 50 mil/mês.

Nova tributação: como fica o imposto para os jogadores. Se antes os rendimentos na PJ não eram tributados, agora passam a ter incidência de IRPJ com retenção na fonte. Já a renda via pessoa física continua com a alíquota de 27,5% na declaração do IR, mantendo diferença entre as duas modalidades de recebimento.

Marcelo Claudino, fundador e CEO do Top Multi-Family Office, explica que não há fórmula mágica para reduzir a carga, mas estratégias estruturais podem amenizar o impacto. Ele ressalta ainda a capacidade de fiscalização da Receita Federal, fortalecida pela tecnologia.

Apesar das mudanças, Claudino aponta que o efeito nas negociações entre jogadores e clubes pode ser limitado. O especialista também afirma que o Brasil permanece com tributação inferior à de muitos países desenvolvidos, apesar de haver necessidade de melhorias na aplicação dos recursos públicos.

Dados oficiais indicam que a alteração afeta uma parcela relativamente pequena da população: estima-se que 141 mil contribuintes sejam impactados, o que representa menos de 1% da população brasileira. Em meio ao debate, a discussão sobre investimentos públicos e preços de consumo permanece relevante para o tema.

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