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Corinthians fecha acordo para pagar dívida bilionária que se arrasta há 20 anos

Corinthians fecha acordo com a PGFN para quitar dívida de R$ 679 milhões, com desconto e parcelamento, garantias e meta de regularidade fiscal

Parque São Jorge, sede social do Corinthians (Foto: Divulgação/Corinthians)
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  • Corinthians fechou acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional para quitar débito com a União, envolvendo tributos não previdenciários, Previdência Social e FGTS, com desconto e parcelamento.
  • O total acordado envolve cerca de R$ 1 bilhão em tributos não previdenciários, aproximadamente R$ 200 milhões em débitos da Previdência Social e cerca de R$ 15 milhões vinculados ao FGTS, com desconto de 46,6% sobre encargos, multas e juros.
  • O Corinthians desembolsará R$ 679 milhões de recursos próprios, com cronograma diferente para as obrigações não previdenciárias (prazo maior) e previdenciárias (prazo menor).
  • Para o FGTS, o clube aderiu ao modelo da Caixa Econômica Federal, com redução superior a 30% e parcelamento em até sessenta vezes; as contribuições da Lei Complementar nº 110, de 2001, serão pagas integralmente em parcela única com abatimento de 70%.
  • Como garantia, serão usados os repasses do Timemania e o Parque São Jorge, avaliado em R$ 602,2 milhões; a PGFN informou que o acordo visa manter a regularidade fiscal futura e acompanhar o cumprimento.

O Corinthians fechou acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para quitar uma dívida com a União que se arrasta há cerca de 20 anos. O acordo envolve tributos não previdenciários, débitos da Previdência Social e novidades ligadas ao FGTS, com desconto e parcelamento do débito. A proposta, apresentada em 2024, foi alvo de negociações intensas até chegar a um entendimento que abrange todo o passivo.

Segundo a PGFN, o clube desembolsará R$ 679 milhões em recursos próprios, após redução de 46,6% sobre encargos, multas e juros. O cronograma prevê prazos diferentes para as parcelas não previdenciárias e previdenciárias, com condições específicas para cada grupo de débitos.

Para o FGTS, o Corinthians aderiu ao modelo da Caixa, com redução superior a 30% e parcelamento em até 60 vezes. Já as contribuições sociais, previstas na Lei Complementar 110/2001, terão pagamento integral em parcela única, com abatimento de 70% sobre encargos. A garantia será fornecida pelos repasses do Timemania, com possibilidade de uso para quitar parcelas em atraso.

O acordo inclui ainda o Parque São Jorge, sede social do clube, avaliado em R$ 602,2 milhões, entre os bens vinculados à negociação. A PGFN informou que a regularidade fiscal futura do clube será acompanhada para assegurar o cumprimento dos termos.

A notícia foi inicialmente publicada pelo SBT e confirmada pelo Lance!. Em outubro de 2025, o Corinthians havia registrado déficit que elevou a dívida bruta a R$ 2,7 bilhões, incluindo R$ 655 milhões referentes ao financiamento com a Caixa pela Neo Química Arena. No futebol, o resultado operacional foi negativo em R$ 37,4 milhões no período citado.

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