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Casares gasta meio milhão em cartão corporativo do São Paulo

Conselho Fiscal investiga correção de meio milhão gasto em cartão corporativo do São Paulo, questionando qual indexador foi utilizado (CDI, IPCA ou outro)

Julio Casares, ex-presidente do São Paulo, terá gastos analisados (Foto: Eduardo Carmim/Photo Premium/Gazeta Press)
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  • O Conselho Fiscal do São Paulo analisa gasto de meio milhão no cartão corporativo do ex‑presidente Carlos Augusto de Barros Casares, relativo à gestão que começou em 2021 e terminou em janeiro deste ano.
  • Entre os gastos estariam compras em lojas de grife e serviços de cabeleireiro, conforme levantamento interno.
  • Casares teria devolvido parte dos valores apenas no segundo semestre de 2025; a fiscalização sobre o tema não havia sido concluída até a apuração.
  • O assunto envolve a forma de correção monetária aplicada aos valores devolvidos, com dúvidas sobre qual indexador foi utilizado (CDI, IPCA ou outro).
  • O clube costuma captar recursos a CDI mais 9% ao ano; se for usada taxa diferente para a atualização, podem surgir cobranças ou esclarecimentos formais pelo Conselho Fiscal.

Entre os gastos registrados pela gestão do São Paulo, o valor total associado ao cartão corporativo chegou a meio milhão. A divisão dos gastos inclui itens como compras em lojas de grife e serviços de cabeleireiro, apuradas pelo Conselho Fiscal do clube.

A gestão em análise começou em 2021 e terminou em janeiro deste ano, com a renúncia do então presidente. Parte do dinheiro foi devolvida por Casares, ainda no segundo semestre de 2025, período em que a fiscalização não havia sido retomada.

Há divergência sobre a forma de correção aplicada aos valores devolvidos. A reportagem apurou que o clube utiliza CDI mais 9% ao ano como custo de capital para dívidas, e a avaliação do Conselho Fiscal busca entender qual indexador foi utilizado na atualização.

Situação financeira e questões em aberto

Caso tenha sido adotada taxa diferente, o tema pode gerar pedidos de esclarecimento e possível cobrança. A definição sobre a correção monetária depende da análise em curso pelo Conselho Fiscal, marcada para ocorrer na próxima reunião.

O clube não confirmou detalhes ao Lance!, que entrou em contato com o ex-presidente, sem retorno até o fechamento desta matéria. A apuração busca esclarecer como ocorreu a atualização e quais impactos podem vir a ocorrer para o caixa do São Paulo.

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