- Luiz Eduardo Baptista, presidente do Flamengo, disse em entrevista ao portal As, da Espanha, que é favorável às SAFs (Sociedades Anônimas de Futebol) desde que haja regulamentação.
- Ele criticou o que chamou de distorção do conceito de SAF no caso do Botafogo, alegando que a SAF permitiu que alguém assumisse dívidas sem cumprir obrigações, piorando a situação financeira do clube.
- Segundo Bap, o Botafogo seria dono de cerca de 100 milhões de euros em dívidas após conquistar Brasileirão e Libertadores em 2024, recebendo dinheiro, mas sem pagar a ninguém.
- O dirigente defende punição esportiva, como dedução de pontos, para SAFs que não cumprirem as obrigações e evitar problemas financeiros a longo prazo.
- O Flamengo afirma que nunca será SAF, mantendo o modelo tradicional, como o Real Madrid, sem necessidade de transformação.
Luiz Eduardo Baptista, presidente do Flamengo, falou sobre as Sociedades Anônimas de Futebol (SAFs) em entrevista ao portal As, da Espanha. O dirigente defende a SAF como modelo, desde que haja regulação adequada para evitar distorções no equilíbrio financeiro dos clubes.
Bap ressalta que não é contra as SAFs, mas aponta a necessidade de regras claras. Segundo ele, o princípio é simples: alguém assume dívidas de clubes com gestão falha, investe e busca manter a saúde financeira. A crítica recai sobre casos em que dinheiro entra apenas para contratações.
No contexto brasileiro, o dirigente comenta que, no caso do Botafogo, a SAF não pode servir para piorar a situação financeira. Ele cita dívidas elevadas e o uso de recursos sem sanções, defendendo punições esportivas ou financeiras para evitar prejuízos a longo prazo.
O Flamengo afirmou que não pretende tornar-se SAF, mantendo o modelo atual. Baptista compara o clube a estruturas como o Real Madrid, afirmando que não há necessidade de mudança neste momento. A fala ocorre dias após o Botafogo enfrentar entraves com a FIFA em relação a transfer ban.
Contexto adicional: o Botafogo, sob gestão de John Textor, ficou impedido de registrar novos jogadores após a FIFA aplicar o ban por não pagamento da compra do meia Thiago Almada, na época do Atlanta United. Esse episódio é citado para ilustrar os riscos apontados na discussão sobre SAFs.
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