- Odorico Roman foi eleito presidente do Grêmio em novembro de 2025, com mais de 22 mil votos, a maior participação já registrada entre sócios.
- A gestão iniciou reorganização financeira para regularizar pagamentos em atraso, herdando dívidas de atletas, empresários e fornecedores; em dois meses já foram quitados quase R$ 100 milhões.
- O endividamento total do Grêmio fica entre R$ 500 milhões e R$ 600 milhões, com renegociações e mudanças estruturais em curso para reduzir custos e aumentar receitas.
- A arena é apontada como principal motor financeiro, com gestão ligada ao clube e possibilidade de naming rights; cenário otimista estima cerca de R$ 100 milhões em receitas anuais da arena.
- O orçamento pode chegar a R$ 700 milhões com novas receitas, incluindo redução de gastos com o elenco de 40 para 29 jogadores e fortalecimento do quadro social, que hoje varia entre 80 mil e 110 mil associados.
Odorico Roman, eleito presidente do Grêmio com recorde de votos, assume mandato em dezembro de 2025 e já apresenta plano de reorganização financeira. O anúncio foi feito durante entrevista no programa CNN Esportes S/A, deste domingo (15).
A gestão encara um endividamento estimado entre 500 milhões e 600 milhões de reais e prioriza o pagamento de dívidas herdadas a atletas, empresários e fornecedores. O clube já quitou quase 100 milhões em dívidas vencidas nos primeiros dois meses de gestão.
A principal aposta é explorar a Arena do Grêmio, agora gerida pelo clube, com foco em naming rights e segmentação de receitas. Roman aponta cenário otimista de cerca de 100 milhões de reais anuais advindos da arena.
Outro pilar é a redução de custos. O presidente afirma que o plantel, inicialmente com mais de 40 jogadores, foi reduzido para 29, gerando economia e abrindo espaço para novas contratações. A gestão também mira maior eficiência administrativa.
Sobre o orçamento, Roman afirma que o Grêmio pode chegar a 700 milhões de reais nos próximos anos com novas receitas comerciais e exploração da Arena, mantendo equilíbrio entre receitas e despesas.
Ele destaca o papel do quadro social, com entre 80 mil e 110 mil associados, gerando entre 60 milhões e 80 milhões de reais por ano. O presidente enfatiza a relevância dessa base para as receitas do clube.
Roman defende a eleição direta pelo sócios como fortalecimento da governança, lembrando o recorde de participação de 22 mil associados e 70% dos votos. Ele diz que o sistema cria cobrança pública sobre a diretoria eleita.
Entre os projetos, o dirigente mencionou o modelo de negócios para naming rights da Arena, avaliação de títulos do Grêmio e a eventual transformação do clube em SAF. O programa vai ao ar neste domingo às 21h15, na CNN Brasil e no YouTube do CNN Esportes.
Entre na conversa da comunidade