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Reforma de São Januário segue sem data e impasse atrasa obras

Venda da maior fatia do potencial construtivo de São Januário permanece sem definição, atrasando o início da reforma e as opções de mando de campo

São Januário passou por um processo de troca de gramado no final de 2025 (Foto: Reprodução/Greenleaf)
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  • O Vasco depende da venda do potencial construtivo de São Januário, estimado em 280 mil m² e cerca de R$ 500 milhões, para iniciar a reforma, que não tem data definida.
  • Já há apalavramento para cerca de 60 mil m² entre duas empresas; a venda da parcela maior é essencial para viabilizar o início das obras.
  • A negociação principal envolve a SOD Capital, principal interessada, com o terreno do Marapendi (Barra da Tijuca) como peça-chave, avaliado em aproximadamente R$ 450 milhões.
  • O clube não estabelece prazo e avalia opções de mando de campo durante a obra, como Nilton Santos (Botafogo) ou Luso-Brasileiro (Portuguesa-RJ), além de possíveis mandos vendidos a outras regiões.
  • A prefeitura realizou reunião com cerca de 20 empresas para sondar o interesse no potencial construtivo, destacando a importância da reforma para a região e para o Vasco.

O Vasco da Gama mantém a reforma de São Januário sem data definida. A principales entraves são a venda do potencial construtivo do estádio e a necessidade de recursos para a modernização do campo. A expectativa é de que R$ 500 milhões venham da operação, com mais de 280 mil m² disponíveis para comercialização.

Duas empresas já firmaram apalavamento para aquisição de cerca de 60 mil m², mas a venda da fatia maior é a peça-chave para viabilizar o início das obras. O clube prefere aguardar a definição definitiva da negociação principal para evitar paralisações futuras.

A diretoria não trabalha com um prazo fixo para o começo da reforma. Enquanto isso, o Vasco busca acelerar, desde que haja garantia financeira para não interromper o projeto. A opção por adiantar após o centenário, em 2027, é apenas um cenário extra divulgado nos bastidores.

Cenário financeiro e opções de continuidade

A gestão avalia soluções para mandar jogos durante as obras, com o Estádio Nilton Santos como principal candidato, pertencente ao Botafogo. A logística entre clubes cariocas é um desafio de calendário para receber partidas.

Também é considerada a possibilidade de usar o Estádio Luso-Brasileiro, da Portuguesa-RJ, mas o local exige adequações de capacidade para atender às exigências nacionais e internacionais.

Além disso, o Vasco pode explorar a venda de alguns mandos de campo para outras regiões do Brasil, ampliando o alcance da torcida e gerando receita suplementar durante a interdição.

A SOD Capital e o Marapendi

A SOD Capital é a principal interessada na maior parcela do potencial construtivo. A empresa, sediada no Rio e fundada por Wilson Borges, mantém negociação com o clube, segundo apuração do Lance!. A operação depende de terreno que suporte o aproveitamento do potencial.

O Marapendi, na Barra da Tijuca, aparece como terreno estratégico e atrai concorrentes. O espaço soma cerca de 200 mil m² entre o Jardim Marapendi e o Clube Marapendi, e recebe interesse de outras construtoras. Ainda não houve acordo formal com o Vasco.

A compra depende de disponibilidade de área compatível com o volume adquirido. Outros terrenos com potencial, como o Parque Terra Encantada, já foram replicados por outras empresas, como a Cyrela, o que pode inviabilizar opções futuras.

Movimentação pública e contexto

Na quarta-feira (4), a Prefeitura do Rio promoveu reunião com cerca de 20 players do setor imobiliário para entender o interesse no potencial construtivo de São Januário. O objetivo é destravar o mercado e apoiar a reforma, considerada relevante para a região e para o clube.

O conceito de potencial construtivo envolve a transferência de direitos de construção para áreas com maior demanda, desde que obedecidas as regras urbanísticas. O Vasco pode, assim, transferir parte do que não utiliza para financiar as obras.

Enquanto a negociação não avança, a reforma de São Januário permanece em compasso de espera, atrelada à dinâmica do mercado imobiliário carioca.

Sobre o potencial construtivo

O potencial construtivo representa a capacidade máxima de edificação em um terreno, segundo o Plano Diretor local. Quando não utilizado integralmente, esse direito pode ser comercializado. No caso do estádio, isso pode sustentar uma grande fatia do financiamento da reforma.

A negociação depende de fatores como disponibilidade de terrenos adequados e interesse de incorporadoras com capacidade de aproveitamento. Com isso, o desfecho pode depender de futuros desfechos de mercado e de decisões institucionais.

Para acompanhar as informações sobre o Vasco, o Lance! continua acompanhando os desdobramentos dos negócios envolvendo o estádio.

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