- O Vasco depende da venda do potencial construtivo de São Januário, estimado em 280 mil m² e cerca de R$ 500 milhões, para iniciar a reforma, que não tem data definida.
- Já há apalavramento para cerca de 60 mil m² entre duas empresas; a venda da parcela maior é essencial para viabilizar o início das obras.
- A negociação principal envolve a SOD Capital, principal interessada, com o terreno do Marapendi (Barra da Tijuca) como peça-chave, avaliado em aproximadamente R$ 450 milhões.
- O clube não estabelece prazo e avalia opções de mando de campo durante a obra, como Nilton Santos (Botafogo) ou Luso-Brasileiro (Portuguesa-RJ), além de possíveis mandos vendidos a outras regiões.
- A prefeitura realizou reunião com cerca de 20 empresas para sondar o interesse no potencial construtivo, destacando a importância da reforma para a região e para o Vasco.
O Vasco da Gama mantém a reforma de São Januário sem data definida. A principales entraves são a venda do potencial construtivo do estádio e a necessidade de recursos para a modernização do campo. A expectativa é de que R$ 500 milhões venham da operação, com mais de 280 mil m² disponíveis para comercialização.
Duas empresas já firmaram apalavamento para aquisição de cerca de 60 mil m², mas a venda da fatia maior é a peça-chave para viabilizar o início das obras. O clube prefere aguardar a definição definitiva da negociação principal para evitar paralisações futuras.
A diretoria não trabalha com um prazo fixo para o começo da reforma. Enquanto isso, o Vasco busca acelerar, desde que haja garantia financeira para não interromper o projeto. A opção por adiantar após o centenário, em 2027, é apenas um cenário extra divulgado nos bastidores.
Cenário financeiro e opções de continuidade
A gestão avalia soluções para mandar jogos durante as obras, com o Estádio Nilton Santos como principal candidato, pertencente ao Botafogo. A logística entre clubes cariocas é um desafio de calendário para receber partidas.
Também é considerada a possibilidade de usar o Estádio Luso-Brasileiro, da Portuguesa-RJ, mas o local exige adequações de capacidade para atender às exigências nacionais e internacionais.
Além disso, o Vasco pode explorar a venda de alguns mandos de campo para outras regiões do Brasil, ampliando o alcance da torcida e gerando receita suplementar durante a interdição.
A SOD Capital e o Marapendi
A SOD Capital é a principal interessada na maior parcela do potencial construtivo. A empresa, sediada no Rio e fundada por Wilson Borges, mantém negociação com o clube, segundo apuração do Lance!. A operação depende de terreno que suporte o aproveitamento do potencial.
O Marapendi, na Barra da Tijuca, aparece como terreno estratégico e atrai concorrentes. O espaço soma cerca de 200 mil m² entre o Jardim Marapendi e o Clube Marapendi, e recebe interesse de outras construtoras. Ainda não houve acordo formal com o Vasco.
A compra depende de disponibilidade de área compatível com o volume adquirido. Outros terrenos com potencial, como o Parque Terra Encantada, já foram replicados por outras empresas, como a Cyrela, o que pode inviabilizar opções futuras.
Movimentação pública e contexto
Na quarta-feira (4), a Prefeitura do Rio promoveu reunião com cerca de 20 players do setor imobiliário para entender o interesse no potencial construtivo de São Januário. O objetivo é destravar o mercado e apoiar a reforma, considerada relevante para a região e para o clube.
O conceito de potencial construtivo envolve a transferência de direitos de construção para áreas com maior demanda, desde que obedecidas as regras urbanísticas. O Vasco pode, assim, transferir parte do que não utiliza para financiar as obras.
Enquanto a negociação não avança, a reforma de São Januário permanece em compasso de espera, atrelada à dinâmica do mercado imobiliário carioca.
Sobre o potencial construtivo
O potencial construtivo representa a capacidade máxima de edificação em um terreno, segundo o Plano Diretor local. Quando não utilizado integralmente, esse direito pode ser comercializado. No caso do estádio, isso pode sustentar uma grande fatia do financiamento da reforma.
A negociação depende de fatores como disponibilidade de terrenos adequados e interesse de incorporadoras com capacidade de aproveitamento. Com isso, o desfecho pode depender de futuros desfechos de mercado e de decisões institucionais.
Para acompanhar as informações sobre o Vasco, o Lance! continua acompanhando os desdobramentos dos negócios envolvendo o estádio.
Entre na conversa da comunidade