- O Botafogo estreia na fase preliminar da Copa Libertadores contra o Nacional Potosí, em Potosí, Bolívia; a volta será no Estádio Nilton Santos.
- A partida ocorre a quase quatro mil metros de altitude, um dos maiores desafios do futebol sul-americano.
- Desde 2007, times brasileiros em Potosí tiveram apenas uma vitória, do Palmeiras em 2009, com planejamento e aclimatação em Sucre.
- Precedentes incluem Flamengo (2007) com câmara hipobárica e outros clubes que sentiram a altitude, como Fortaleza (2024) e Fluminense (2018).
- Botafogo começou a preparação já, com parte da delegação chegando a Sucre antes de seguir para Potosí, destacando a importância da adaptação física e tática.
O Botafogo inicia a Libertadores em condições desafiadoras, viajando para Potosí, na Bolívia, para enfrentar o Nacional Potosí no duelo de ida. O jogo acontece em altitude próxima a 4 mil metros, com a volta no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro.
Historicamente, clubes brasileiros enfrentam grande dificuldade em Potosí. Desde 2007, apenas uma vitória de visita ocorreu entre os times locais e brasileiros, justamente a do Palmeiras em 2009, na fase preliminar, com vantagem construída fora de casa.
O Verdão planejou a aclimatação: quatro dias em Sucre, a cerca de 2.800 metros, antes de seguir para Potosí. A estratégia contou com uma delegação experiente, incluindo o goleiro Marcos e atacantes Keirrison e Diego Souza, que seguiram com disciplina.
Em 2007, o Flamengo adotou uma preparação com câmara hipobárica para simular ar rarefeito, repetindo a rota Sucre — Potosí. A imagem marcante foi o empate por 2 a 2 contra Real Potosí, com máscaras de oxigênio no banco.
Entre 2007 e 2024, outros jogos mostraram resultados adversos para brasileiros em Potosí: Fortaleza foi derrotado por 4 a 1 pelo Nacional Potosí, em 2024, pela fase de grupos da Sul-Americana; Flamengo perdeu por 2 a 1 em 2012, na Pré-Libertadores; Cruzeiro, Paraná e Cruzeiro voltaram com derrotas em várias décadas.
A delegação do Botafogo adotou o mesmo protocolo do Palmeiras de 2009: parte do grupo já seguiu direto para Potosí e o restante desembarcou em Sucre nesta segunda-feira, chegando ao calcanhar do confronto poucas horas antes do jogo.
Para o Botafogo, o desafio vai além da adaptação física: envolve leitura tática para manter a performance sob altitude. A decisão da vaga fica para o jogo de volta, no Rio de Janeiro, com o time buscando equilíbrio entre decisão e resistência física.
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