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Ex-jogadores da Fifa sugerem punição para quem cobrir a boca no futebol

Painel de ex-jogadores da Fifa propõe sanções para quem tampar a boca durante discussões em campo, para acelerar a elucidação de casos de discriminação

Prestianni ofende Vini Jr. com a camisa sobre a boca — Foto: PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP
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  • Grupo de ex-jogadores da Fifa, liderado por Mikaël Silvestre, diz buscar punição para quem tapar a boca em discussões em campo.
  • A iniciativa surge após denúncia de racismo envolvendo Vinícius Júnior e o argentino Gianluca Prestianni, no jogo no Estádio da Luz.
  • Prestianni levantou a camisa para falar com Vini Jr.; o brasileiro levou a reclamação ao árbitro, que acionou o protocolo antirracista, paralisando a partida por aproximadamente onze minutos.
  • A UEFA anunciou investigação e a leitura labial pode dificultar a comprovação; o grupo defende medidas rápidas e sanções para conduta discriminatória.
  • Como precedente, a UEFA já aplicou dez jogos de suspensão em 2021 a Ondrej Kudela, em caso similar, após recurso.

Um painel da Fifa composto por ex-jogadores decidiu atuar para esclarecer casos de discriminação em campo, com foco na denúncia de racismo envolvendo Vinícius Júnior e o argentino Gianluca Prestianni. A iniciativa, liderada pelo ex-zagueiro Mikaël Silvestre, envolve sugerir sanções para quem cobre a boca durante discórdia em campo.

A situação ocorreu durante a partida entre Benfica e Real Madrid, no Estádio da Luz. Prestianni levantou a camisa sobre a boca ao se dirigir a Vinícius Júnior, que correu ao árbitro para acusar o opponent de proferir ofensa racista. O árbitro François Letexier acionou o protocolo antirracista, e o jogo ficou paralisado por 11 minutos.

A denúncia ganhou repercussão mundial no dia seguinte. A Fifa lamentou o episódio e a UEFA abriu investigação sobre o ocorrido, ainda sem leitura confiável da fala de Prestianni, o que dificulta a comprovação de assinaturas da agressão verbal. O painel de ex-jogadores da Fifa busca, portanto, esclarecer o que houve e evitar condutas semelhantes.

Segundo Silvestre, a ideia é reduzir a possibilidade de punição apenas em situações táticas ou de discussão entre jogadores, deixando claro que insultos com ódio devem sofrer sanção. O ex-jogador ressaltou a necessidade de uma resposta rápida, dada a proximidade de partidas de volta na competição.

A temporada anterior traz exemplos de punições similares. Em 2021, o zagueiro Ondrej Kudela foi suspenso por dez jogos pela UEFA após acusação de ofensas raciais em jogo da Liga Europa. Kudela recorreu, mas a medida foi mantida em primeira instância, com desfecho ainda em recurso judicial.

Pela atual denúncia, não há imagem que comprove de forma inequívoca o que foi dito, o que alimenta divergências entre as partes. Mbappé, colega de Vinícius Júnior no Real Madrid, afirmou ter ouvido Prestianni proferir ofensa racista em entrevistas após o confronto. O Benfica nega, em nota, ter testemunhado ofensa do jogador argentino, mantendo a versão de que Prestianni pode ter sido mal interpretado.

José Mourinho foi criticado por críticas públicas ao desempenho de Vinícius Júnior após a partida. Silvestre afirmou que a posição do treinador português não reflete a verdade do ocorrido e que atitudes assim devem ser desfeitas com transparência.

O Benfica manteve a posição de apoiar Prestianni, destacando que o tempo de reação dos envolvidos não permitiu leitura precisa da situação durante o jogo. A discussão continua em curso, com a UEFA acompanhando as investigações para apurar conduta discriminatória no duelo da Champions.

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