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Mancha do Palmeiras assume responsabilidade pela morte de torcedor do Cruzeiro

Mancha Alviverde assume responsabilidade civil pela emboscada que vitimou torcedor do Cruzeiro; TAC prevê indenização de R$ 2.000.000,00 e medidas de paz entre torcidas

Torcedores da Mancha Verde, do Palmeiras, fazem emboscada contra torcedores da Máfia Azul, do Cruzeiro
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  • A torcida organizada Mancha Alviverde assumiu responsabilidade civil pela emboscada que matou torcedor do Cruzeiro, ocorrida em 27 de outubro de 2024, em Mairiporã.
  • O Termo de Ajustamento de Conduta foi apresentado pelo Palmeiras ao Tribunal de Justiça de São Paulo para defender-se de processos movidos por parentes da vítima.
  • O TAC prevê indenização de 2 milhões de reais aos herdeiros necessários, além de pagamentos à empresa proprietária dos ônibus atacados, ao Fundo Municipal de Segurança Pública de Mairiporã e às vítimas sobreviventes.
  • A Mancha compromete-se a manter cadastro atualizado de associados e encaminhar o documento semestralmente à Federação Paulista de Futebol e à Promotoria de Justiça de Mairiporã.
  • Líderes da Mancha estão presos; o relacionamento com o Palmeiras está rompido, e a presidente do clube, Leila Pereira, teve medidas protetivas contra integrantes da torcida. O documento também foi encaminhado à Federação Paulista de Futebol.

O Palmeiras apresentou ao Tribunal de Justiça de São Paulo um documento em que a torcida organizada Mancha Alviverde assume a responsabilidade pela morte de um torcedor do Cruzeiro, em outubro de 2024, em Mairiporã. O objetivo é defender-se de processos movidos por familiares da vítima.

O TAC reconhece a autoria do crime e estabelece reparação civil. A Mancha Alviverde compromete-se a indenizar as vítimas em até 2 milhões de reais, cobrindo danos materiais e morais mínimos. O documento também determina regras administrativas e de cadastro de associados.

TAC reconhece responsabilidade e pagamento

O acordo, enviado também à Federação Paulista de Futebol, detalha o valor destinado a diferentes partes: 1 milhão de reais aos herdeiros necessários de João Victor, 200 mil para a empresa proprietária dos ônibus atacados, 250 mil ao Fundo Municipal de Segurança Pública de Mairiporã e um saldo para danos aos sobreviventes. O TAC prevê ainda o envio semestral de cadastros atualizados dos associados à Federação e à Promotoria de Justiça local.

A proposta exige que a organização tenha uma lista nominal dos membros, com CPF, contato e foto, mantendo-a atualizada durante a vigência das atividades. A Mancha compromete-se a promover ações de cultura de paz e a dialogar com órgãos de Segurança Pública, Ministério Público e federações sempre que convocada.

O documento também indica que o retorno aos estádios dependerá do cumprimento das medidas de segurança e da percepção de autoridades sobre o controle de violência entre torcidas. O caso envolve a investigação em andamento pela Justiça de SP e o inquérito civil em Mairiporã, com a participação da Promotoria.

Líderes da Mancha Alviverde encontram-se presos. A relação entre o Palmeiras e a torcida permanece tensa, e a presidente Leila Pereira já solicitou medidas protetivas. As informações sobre o acordo surgem após a cobertura inicial de veículos esportivos, que acompanharam o desdobramento jurídico.

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