- Red Bull Bragantino multou o zagueiro Gustavo Marques em 50% do salário devido a declarações machistas contra a árbitra Daiane Muniz; o valor será destinado à ONG Rendar.
- Marques não estará relacionado para a próxima partida da equipe contra o Athletico-PR.
- A eliminação aconteceu nas quartas de final do Paulistão, com derrota de dois a um para o São Paulo no Estádio Cícero de Souza Marques.
- O jogador pediu desculpas publicamente a Daiane e a todas as mulheres; a Federação Paulista de Futebol também chamou a atitude de retrógrada e misógina.
- A Federação indicou que encaminhará denúncia à Justiça Desportiva e destacou que o órgão conta com 36 mulheres no quadro de arbitragem; o clube intensificará ações sociais e educativas em Bragança Paulista.
O Red Bull Bragantino definiu a punição a Gustavo Marques após as declarações machistas direcionadas à árbitra Daiane Muniz, ocorridas após a derrota para o São Paulo no Paulistão. O clube informou uma multa equivalente a 50% do salário do jogador, destinada a uma ONG que atua no apoio a mulheres em situação de vulnerabilidade, e anunciou que ele não será relacionado para a próxima partida.
A decisão foi comunicada pela diretoria em nota oficial. Além da punição financeira, Marques ficará fora da lista de relacionados para o duelo contra o Athletico-PR, programado para a quarta-feira, mantendo o foco no processo educativo anunciado pelo clube.
Entenda o caso, em síntese: o Bragantino foi eliminado nas quartas de final do Paulistão, com resultado de 2 a 1 diante do São Paulo, no Estádio Cícero de Souza Marques. Gustavo Marques criticou publicamente a arbitragem e a decisão de escalar uma árbitra mulher para o confronto decisivo, em entrevista ainda no gramado.
Na sequência, o atleta pediu desculpas em sua fala posterior na zona mista, afirmando arrependimento, reconhecendo o erro e enfatizando o respeito às mulheres. O caso gerou repercussão e levou o clube a adotar medidas disciplinares.
A Federação Paulista de Futebol reagiu, classificando a declaração como visão primitiva, machista e misógina, incompatível com os valores do esporte. A entidade informou que conta com 36 mulheres em seu quadro de arbitragem e que encaminhará denúncia à Justiça Desportiva para as providências cabíveis.
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