- Tebas afirmou que Vinicius Junior ajudou a expor o racismo e que a La Liga não estava mais fazendo o suficiente, impulsionando mudanças na Espanha.
- O presidente da liga disse que o trabalho contra o racismo precisa ocorrer em mais competições e que Vinicius se tornou um líder nessa luta.
- Sobre medidas, Tebas citou a possibilidade de fechar arquibancadas ou parte delas em casos de insultos racistas não identificados, para extinguir a prática no estádio.
- A La Liga é responsável por encaminhar informações e denúncias ao Comitê de Competições da federação espanhola de futebol, ao Ministério do Esporte, ao Ministério Público e à Justiça.
- As ações de Vinicius já resultaram em prisões e condenações por crimes de ódio no futebol na Espanha, com a primeira sentença em 2024, e o Supremo Tribunal definiu critérios para insultos a imigrantes como delito de ódio.
Javier Tebas, presidente da La Liga, afirmou ao ge que o caso de Vinicius Junior expôs falhas no combate ao racismo no futebol espanhol e impulsionou mudanças relevantes. A declaração ocorreu durante entrevista publicada enquanto Tebas cumpria agenda no Brasil, em intercâmbio com a CBF.
O dirigente reconheceu que a luta contra o racismo não era suficiente e disse que o trabalho deve se estender a outras competições. Segundo Tebas, Vinicius atua como líder na mobilização contra ofensas racistas, influenciando políticas e atitudes no cenário esportivo.
A entrevista retrata ações da La Liga, que passam por medidas para responsabilizar torcedores e coibir atitudes ofensivas. Entre propostas citadas, há a ideia de fechar arquibancadas ou parte do estádio quando houver insultos reiterados, assim como ampliar o controle de grupos identificados fora das praças esportivas.
No âmbito esportivo, Vinicius Jr. volta a entrar em campo nesta quarta-feira para liderar o Real Madrid em confronto contra o Benfica pela Champions League, buscando uma vaga nas oitavas de final. A batalha contínua contra o racismo permanece como tema central do debate entre clubes e entidades.
A discussão também envolve o entorno institucional: Tebas destacou que a luta não se limita à Espanha, sugerindo que outras ligas devem adotar ações semelhantes. A entrevista reforça que, caso haja avanços, eles poderão servir de referência para políticas de combate ao racismo no futebol europeu.
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