- Infantino defende expulsão de jogador que cubra a boca durante uma discussão, dizendo que quem cobre a boca é quem tem algo a esconder.
- O episódio envolve o caso de Vini Jr. contra Prestianni na Champions League; a UEFA investiga e o regulamento é considerado insuficiente.
- Em reunião da IFAB no País de Gales, houve aprovação de mudanças e estudo de alterações nas regras disciplinares para punir quem cobre a boca durante confrontos.
- A previsão é aplicar as mudanças antes da Copa do Mundo, com possibilidade de até final de abril; Infantino reforça que é simples: quem não tem nada a esconder não tapa a boca.
- O presidente da FIFA também sugere considerar punições diferenciadas para quem se desculpar após atos em momentos de raiva, defendendo mudança cultural no esporte.
Gianni Infantino defende expulsão de jogadores que taparem a boca em discussões, apontando que quem cobre a boca durante confrontos revela ter algo a esconder. O presidente da Fifa disse que mudanças já deveriam valer para a próxima Copa do Mundo, em entrevista concedida ao Sky News.
Segundo Infantino, ações desse tipo com conteúdo de cunho racista podem justificar expulsão imediata. A análise foi feita no contexto de uma denúncia envolvendo Vinícius Júnior e o jovem Prestianni, ocorrida no dia 17 de fevereiro, durante jogo entre Benfica e Real Madrid pela Champions League. O caso está sob apuração pelos comitês disciplinares da Uefa.
O dirigente destacou que o regulamento precisa ser mais abrangente para lidar com gestos e falas discriminatórias em campo. Ele afirmou que o episódio evidenciou falhas e a necessidade de regras mais claras, para que situações semelhantes não ocorram.
Na semana anterior, Infantino participou de uma reunião da IFAB, em País de Gales, onde foram aprovadas mudanças regulatórias relacionadas ao uso do VAR e à disciplina em casos de cobrir a boca nas cobranças de diálogo entre jogadores. A ideia é estudar alterações a serem apresentadas até o fim de abril para valer na Copa do Mundo.
Infantino reforçou que a luta contra o racismo exige mudanças culturais e que, além de punições, pode haver caminhos para que o culpado se desculpe. Ele sugeriu ainda que medidas pedagógicas e uma resposta diferenciada a momentos de raiva possam fazer parte do processo de enfrentamento ao problema.
A fala do presidente da Fifa ocorreu durante evento no Instituto Donald J. Trump para a Paz, em Washington, DC, onde reforçou a necessidade de ações imediatas e consistentes para coibir manifestações discriminatórias em partidas de alto nível. A Uefa investiga, desde então, o episódio envolvendo Vini Jr. e o jovem garoto, sem mencionar nomes oficiais.
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