- A FIFPRO informou preocupação com o bem‑estar da seleção feminina do Irã, que está a caminho de casa após ser marcada como “traidores de guerra” por não cantar o hino antes de uma partida.
- A organização afirmou não conseguir contato com as jogadoras para discutir a possibilidade de asilo na Austrália; a situação é monitorada com apoio de FIFA, Confederação Asiática de Futebol e governo australiano.
- A equipe foi eliminada do torneio ao perder por dois a zero para as Filipinas; fãs no local desacataram o hino e apoiadores pediram proteção às jogadoras.
- Uma petição que já soma mais de sessenta e seis mil assinaturas cobra que o governo australiano garanta a segurança das jogadoras, que estão na Gold Coast, em Queensland.
- A situação ocorre em meio a tensões na região, com restrições de voo na maior parte do Oriente Médio por conta de ataques aéreos, e com a reação do governo australiano sobre pedidos de visto.
A FIFPRO expressou nesta segunda-feira preocupações graves com o bem-estar da equipe feminina de futebol do Irã, que se prepara para retornar ao país após sair do torneio Asian Cup. Segundo a entidade, a equipe foi acusada de desrespeitar o hino nacional antes de uma partida.
A delegação feminina disputou a competição na Austrália e foi eliminada no domingo, ao perder por 2 a 0 para as Filipinas. Em meio a vaias de torcedores que exibiam a antiga bandeira do Irã e manifestantes que pediam a saída da treinadora, houve temores sobre a segurança das jogadoras.
Beau Busch, presidente da FIFPRO para a Ásia e Oceania, afirmou que não houve contato com as atletas para discutir possibilidades de asilo na Austrália. A entidade trabalha com FIFA, AFC e governo australiano para assegurar proteção e autonomia das jogadoras.
Busch ressaltou que ainda não está claro se há jogadoras interessadas em permanecer no país ou buscar asilo. A FIFPRO busca manter pressão para garantir a segurança das atletas e apoiar decisões futuras.
Hoje circula uma petição com mais de 66 mil assinaturas, pedindo ao governo australiano que garanta a proteção das jogadoras enquanto perduram temores reais sobre a segurança. O grupo está instalado na Gold Coast, em Queensland.
O governo australiano respondeu que não pode comentar casos individuais por motivos de privacidade, mas explicou que qualquer pedido de visto precisa cumprir condições legais. A situação inclui potencial permanência de algumas atletas no país.
As informações são apuradas pela Reuters, com base em declarações oficiais e no relato de fontes próximas à equipe. A situação permanece em desenvolvimento, com monitoramento de organizações de direitos humanos e entidades do futebol.
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