O que era para ser a noite do título do Cruzeiro terminou em cenas de descontrole. A Raposa venceu o Atlético-MG por 1 a 0 no Mineirão, com gol de Kaio Jorge, conquistou seu 39º Campeonato Mineiro e encerrou o jejum estadual que vinha desde 2019. Mas o desfecho esportivo acabou ofuscado por uma briga […]
O que era para ser a noite do título do Cruzeiro terminou em cenas de descontrole. A Raposa venceu o Atlético-MG por 1 a 0 no Mineirão, com gol de Kaio Jorge, conquistou seu 39º Campeonato Mineiro e encerrou o jejum estadual que vinha desde 2019. Mas o desfecho esportivo acabou ofuscado por uma briga generalizada nos acréscimos.
A confusão começou após uma dividida entre Christian, do Cruzeiro, e Everson, do Atlético-MG, dentro da área.
Segundo o relato da arbitragem, Christian atingiu o goleiro com a canela na cabeça em uma jogada com força excessiva. Na sequência, Everson reagiu com brutalidade, acertou o adversário com o joelho no rosto e o lance virou o estopim para a pancadaria.

Em poucos segundos, jogadores, reservas e integrantes das comissões técnicas se envolveram em uma sequência de empurrões, socos e chutes que atravessou boa parte do gramado.
A súmula divulgada na madrugada desta segunda-feira confirmou 23 expulsões, sendo 12 do Cruzeiro e 11 do Atlético-MG. O número virou recorde no futebol brasileiro.
Repercussão fora do Brasil
A confusão ultrapassou rapidamente o noticiário local e ganhou espaço na imprensa internacional. O clássico foi tratado como “batalha campal” por jornais sul-americanos.
TyC Sports e Olé, da Argentina, destacaram a violência em campo, enquanto o uruguaio El País chamou atenção para a reação de Everson e o português A Bola apontou Hulk como um dos protagonistas do tumulto.

A repercussão também chegou à imprensa de língua inglesa. O The Guardian relatou que a briga começou após a reação de Everson a um choque com Christian e destacou que o confronto se espalhou do entorno do gol para o restante do campo, envolvendo atletas, reservas e membros das comissões.
O jornal britânico ainda ressaltou que os cartões vermelhos foram oficializados depois da partida, já que o árbitro não conseguiu controlar a situação no momento do tumulto.
O que vem agora
Além do impacto na imagem da final, o caso ainda pode ter desdobramentos disciplinares. Segundo a CNN Brasil, os envolvidos podem ser denunciados pela Procuradoria do TJD-MG, e eventuais punições tendem a ser cumpridas em competições organizadas pela Federação Mineira.
Como o Estadual de 2026 já acabou, parte dessas sanções pode acabar sendo aplicada apenas na próxima edição do torneio, ou até convertida em multa, a depender da avaliação do tribunal.
No fim, a decisão deixou duas marcas muito distintas. De um lado, o Cruzeiro voltou a erguer o troféu mineiro. Do outro, o clássico terminou associado a uma cena de violência que correu o mundo e roubou o foco do futebol.
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