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Do Gre-Nal ao Ba-Vi: 4 brigas históricas que marcaram clássicos no futebol brasileiro

De confusões em finais a pancadarias que pararam partidas, esses episódios viraram símbolo de como rivalidades gigantes também já ultrapassaram o limite dentro de campo.

Foto: Reprodução X

Clássico costuma ser sinônimo de estádio lotado, tensão máxima e jogo que fica marcado por décadas. Mas, em alguns casos, a lembrança principal não vem de um gol ou de uma taça, e sim de cenas de confusão que saíram do controle. Do Gre-Nal na Libertadores ao duelo entre Cruzeiro e Atlético na final do […]

Clássico costuma ser sinônimo de estádio lotado, tensão máxima e jogo que fica marcado por décadas. Mas, em alguns casos, a lembrança principal não vem de um gol ou de uma taça, e sim de cenas de confusão que saíram do controle.

Do Gre-Nal na Libertadores ao duelo entre Cruzeiro e Atlético na final do Mineiro de 2026, o futebol brasileiro coleciona episódios em que a rivalidade passou do ponto.

Gre-Nal na Libertadores de 2020: o clássico que terminou com oito expulsões

O Gre-Nal de 12 de março de 2020 já era histórico antes mesmo de a bola rolar, porque marcou o primeiro encontro entre Grêmio e Internacional pela Libertadores.

Mas a partida, disputada na Arena do Grêmio e encerrada em 0 a 0, ficou manchada por uma confusão generalizada aos 40 minutos do segundo tempo.

Foto: Reprodução X

A briga começou depois de um desentendimento entre Moisés, do Inter, e Pepê, do Grêmio, e rapidamente se espalhou.

No fim, oito jogadores foram expulsos: Luciano, Paulo Miranda, Caio Henrique e Pepê, pelo lado gremista, além de Moisés, Edenílson, Cuesta e Praxedes, pelo lado colorado. A partida acabou sem retomada, com o clássico entrando para a história mais pela pancadaria do que pelo futebol.

Cruzeiro x Atlético na final do Mineiro de 2026: a briga das 23 expulsões

O clássico mineiro ganhou um novo capítulo pesado em 9 de março de 2026, na final do Campeonato Mineiro. Cruzeiro e Atlético fizeram um jogo que terminou com vitória cruzeirense por 1 a 0, mas o resultado ficou em segundo plano depois de uma briga generalizada nos acréscimos. A súmula registrou 23 expulsões, número tratado como recorde no futebol brasileiro.

Foto: Reprodução X

Segundo os relatos publicados após a partida, a confusão começou quando o goleiro Everson, do Atlético, partiu para cima do meia Christian, do Cruzeiro.

A partir dali, jogadores, reservas e membros das comissões se envolveram em uma cena caótica que se espalhou pelo gramado. O episódio foi tão grave que gerou repercussão internacional e abriu discussão sobre possíveis punições esportivas posteriores.

Ba-Vi da Paz, em 2018: um nome simbólico para um jogo que acabou em violência

O chamado “Ba-Vi da Paz” tinha um peso simbólico. Em 2018, Bahia e Vitória entraram em campo cercados por um discurso de pacificação, depois de episódios anteriores de violência ligados ao clássico.

Mas o que era para representar uma trégua acabou entrando para a memória justamente pela contradição entre o nome e o que aconteceu em campo.

Foto: Reprodução X

No jogo, uma confusão depois de um gol fez o clima explodir, e o árbitro expulsou sete jogadores. Segundo os relatos da época e releituras recentes, saíram Vina, Lucas Fonseca, Edson e Rodrigo Becão, do Bahia, além de Kanu, Denílson e Rhayner, do Vitória.

O episódio teve repercussão até fora do Brasil e virou um exemplo clássico de como o Ba-Vi frequentemente transborda o tamanho normal de uma rivalidade regional.

Corinthians x Palmeiras em 1999: as embaixadinhas de Edílson que viraram símbolo de provocação

Se algumas brigas começam por entradas duras ou discussões, uma das mais famosas do futebol brasileiro nasceu de um gesto técnico que virou provocação.

Na final do Campeonato Paulista de 1999, Edílson, do Corinthians, fez embaixadinhas no fim do clássico contra o Palmeiras, no Morumbi, e inflamou de vez o ambiente.

Foto: Reprodução X

A reação foi imediata. Jogadores palmeirenses partiram para cima do atacante, a confusão tomou conta do gramado e a partida não pôde ser concluída normalmente.

Com o tempo, a cena virou uma das imagens mais repetidas da história dos clássicos paulistas e ajudou a eternizar aquele episódio como um dos maiores retratos de provocação e resposta violenta dentro de campo.

No fim, as quatro histórias mostram a mesma coisa por caminhos diferentes: quando a rivalidade sobe demais e o controle desce demais, o clássico deixa de ser lembrado pelo jogo. E passa a ser lembrado pela confusão.

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